3 min leitura
Onda de calor custou mais de 1,15 mil ME em produção perdida à economia britânica
Cerca de 87% dos trabalhadores sentiram pelo menos um efeito da onda de calor. Impacto levou à perda de aproximadamente 16 milhões de horas de trabalho.
06 Ago 2026 - 14:36
3 min leitura
Foto: Magnific
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos
Foto: Magnific
A economia britânica perdeu cerca de 1,15 mil milhões de euros (ME) em produção devido ao impacto da onda de calor na força de trabalho, uma vez que o calor levou à redução das horas trabalhadas e ao aumento das ausências laborais de cerca de 24 milhões de horas de trabalho.
Segundo uma análise do Instituto Grantham para a Investigação sobre as Alterações Climáticas e o Ambiente, integrado na London School of Economics, 87% dos trabalhadores sentiram pelos menos um efeito da onda de calor, com as alterações no sono a atingirem 69% da população, o cansaço a atingir 50% e a desidratação a afetar também 50% da força de trabalho. Outros sintomas também referenciados foram dores de cabeça (35%), transpiração excessiva (34%), dificuldade de concentração (34%) e tonturas (20%).
Segundo o estudo, a redução média reportada nas horas trabalhadas durante a semana de 22 de junho de 2026, atribuída à vaga de calor, foi em média de 0,47 horas por trabalhador.
Os trabalhadores com empregos mais expostos ao calor e fisicamente mais exigentes, nomeadamente nos setores da construção e agricultura, reduziram as suas horas de trabalho mais do que os trabalhadores em profissões com menor exposição ao calor e menor exigência física, como a área académica.
Cerca de 3,6% dos inquiridos, o equivalente a aproximadamente 1,25 milhões de trabalhadores na população total, afirmaram que não trabalharam de todo nessa semana devido ao calor. Este impacto representa mais 8 milhões de horas de trabalho perdidas, com um custo estimado para a economia de cerca de 380 milhões de euros, mostra o inquérito realizado junto de quase 2.000 trabalhadores.
O Instituto Grantham aponta mesmo o efeito da onda de calor como “imposto” sobre a força de trabalho e a economia.
Ao impacto económico acresce os efeitos negativos na saúde dos trabalhadores e no aumento da pressão sobre os serviços de saúde. “Estes valores poderão representar uma subestimativa do impacto real, uma vez que não incluem o efeito da redução do esforço dos trabalhadores na produtividade e na produção”, salientam os analistas.
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos