3 min leitura
Pacto para o Mediterrâneo quer melhorar produção de energia limpa
Pacto lançado pela Comissão Europeia pretende também mobilizar investimento privado e criar empregos com parceiros do Sul do Mediterrâneo.
16 Out 2025 - 14:54
3 min leitura
Kaja Kallas, Alta Representante da CE | Foto: European External Action Service via linkedIn
- Bancos centrais africanos na linha da frente do impacto das alterações climáticas na economia
- RASI: Área ardida por incêndios rurais quase duplica em 2025
- A economia azul em Portugal não precisa de mais estratégia. Precisa de começar a escalar
- Governo anuncia linha de 600 ME para empresas com custos de energia acima de 20%
- Interdição do aterro de Vila Real “agrava a pressão” sobre sistema de resíduos
- Figueira da Foz vai reclassificar solos para acolher unidade de produção de combustível verde para a aviação
Kaja Kallas, Alta Representante da CE | Foto: European External Action Service via linkedIn
A Comissão Europeia e a sua Alta Representante, Kaja Kallas, apresentaram nesta quinta-feira um novo Pacto para o Mediterrâneo, destinado a reforçar a cooperação entre as margens do mar comum. Assente nos princípios da copropriedade, cocriação e responsabilidade partilhada, o acordo pretende gerar benefícios mútuos, desde a produção de energia limpa à mobilização de investimento privado, e impulsionar projetos regionais que criem novas oportunidades para jovens, mulheres e pequenas empresas.
A estratégia foi construída a pensar no fortalecimento das relações da União Europeia (UE) com os seus parceiros do Sul. Adicionalmente, o Pacto serve para aprofundar a cooperação em matéria de segurança, preparação e gestão das migrações. Áreas de interesse comum, como a segurança marítima, a resiliência das infraestruturas críticas e a luta contra a interferência externa, estão entre as ações identificadas para um reforço da paz e da segurança regionais.
Kaja Kallas salientou que “a importância geopolítica do Mediterrâneo não pode ser subestimada. A região liga três continentes e atua como uma ponte para a UE, facilitando importantes intercâmbios entre as pessoas, as nossas economias e na área da segurança. Com o novo Pacto para o Mediterrâneo, abrimos um novo capítulo e uma oportunidade para uma cooperação mais produtiva e uma estabilidade duradoura na região”.
A UE vai trabalhar três vertentes concretas com os seus parceiros. Em primeiro, quer promover o ensino superior e a formação profissional através da criação de uma Universidade Mediterrânica. No panorama económico quer impulsionar a energia e tecnologias limpas, integrar mais cadeias de abastecimento, melhorar infraestruturas digitais e ajudar a construir uma economia azul mais sustentável. No que toca a segurança, o Pacto prevê lançar iniciativas sobre preparação para catástrofes no mar, impulsionar uma abordagem abrangente na gestão de migração, e estabelecer um fórum regional sobre paz e segurança para o bloco e países do Sul do mediterrâneo.
“Queremos também reforçar a cooperação triangular, em particular com os países do Golfo. Trabalhar com eles é essencial em projetos como o Corredor Índia–Médio Oriente–Europa”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O Pacto conta receber o aval político de todos os parceiros já em novembro, durante o 30º aniversário do Processo de Barcelona – acordo que definiu a cooperação multilateral com o Mediterrâneo em 1995.
- Bancos centrais africanos na linha da frente do impacto das alterações climáticas na economia
- RASI: Área ardida por incêndios rurais quase duplica em 2025
- A economia azul em Portugal não precisa de mais estratégia. Precisa de começar a escalar
- Governo anuncia linha de 600 ME para empresas com custos de energia acima de 20%
- Interdição do aterro de Vila Real “agrava a pressão” sobre sistema de resíduos
- Figueira da Foz vai reclassificar solos para acolher unidade de produção de combustível verde para a aviação