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Península Ibérica precisa de investir mais 250 mil milhões de euros para cumprir transição verde até 2030

Atraso é provocado, em grande parte, pela escassez de financiamento em capital de risco, seis vezes inferior ao da Alemanha e 39 vezes menor que o dos EUA, segundo um estudo da Cleantech for Iberia.

17 Set 2025 - 09:54

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Foto: Adobe Stock/olly

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Uma análise da Cleantech for Iberia estima que Portugal e Espanha precisam de um investimento adicional de 250 mil milhões de euros até 2030 para cumprir as metas da transição verde. A escassez de capital de risco para cleantech coloca a Península Ibérica na retaguarda, dado que o valor na regiãpo é seis vezes menor ao da Alemanha e 39 vezes inferior ao dos EUA.

Ao comparar indicadores como o Produto Interno Bruto (PIB), a população e as emissões de carbono, o estudo conclui que a Península Ibérica necessitaria, no mínimo, de 4 mil milhões de euros adicionais só em capital de risco entre este ano e 2030. Em 2024, a região investiu 246 milhões de euros, enquanto a Alemanha desembolsou 2,460 mil milhões e os EUA 16,600 mil milhões.

“Disponibilizar o capital cleantech da Península Ibérica não é um desafio financeiro, mas uma oportunidade estratégica. Para os investidores, significa ter acesso com risco mitigado a um dos mercados de tecnologia limpa que mais cresce na Europa. Para os inovadores, abre um caminho mais claro para a escalabilidade. E para os responsáveis políticos, oferece a oportunidade de colocar a região no centro do futuro industrial da Europa”, reforça a diretora da Cleantech for Iberia, Bianca Dragomir.

A Cleantech for Iberia deixa dez recomendações para solucionar esta adversidade. Entre elas, sugere facilitar os procedimentos administrativos e reduzir a burocracia, com balcões únicos e estabilidade regulatória, e impulsionar uma estratégia financeira unificada entre ministérios, como a articulação da Lei da Indústria Espanhola e o Fundo de Descarbonização.

Propõe ainda um Plano Estratégico de Investimentos Cleantech de modo a alinhar as políticas industriais com as metas da transição ecológica, que englobe “prioridades de financiamento, diversificando instrumentos de capital e acompanhando a reindustrialização verde com mecanismos coerentes e de longo prazo”, segundo o comunicado.

O estudo intitulado “Mobilizar investimentos em tecnologias limpas na Península Ibérica” baseou-se no relatório Draghi sobre a competitividade europeia, que comemorou nesta terça-feira um ano de entrada em vigor.

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