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Pirenéus perdem três dias de geada e aumentam cinco dias de verão por década
Serviço Meteorológico da Catalunha revela que temperatura do ar subiu 1,9°C desde 1959, e até 2,7 °C no verão. Há menos geadas, menos ondas de frio e mais dias de verão em toda a cordilheira.
15 Abr 2026 - 16:28
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A subida das temperaturas nos Pirenéus levou à perda de três dias de geada e ao aumento de cinco dias de verão por década, segundo um estudo liderado pelo Serviço Meteorológico da Catalunha (Meteocat). Isto significa que a cordilheira tem agora menos 20 dias de geada e mais 32 dias de verão do que em 1959.
Também a duração dos períodos de calor está a aumentar, enquanto a dos períodos de frio está a diminuir. Em média, a temperatura subiu 1,9 °C desde 1959, e até 2,7 °C no verão, com um aumento constante das noites tropicais.
Esta subida da temperatura do ar também levou ao aquecimento das águas nos lagos dos Pirenéus. Em comunicado, o Governo catalão dá o exemplo da área protegida de Ibón de Marboré, nos Pirenéus Aragoneses, onde a temperatura à superfície da água aumentou quase meio grau nos últimos 10 anos.
“Estamos a assistir a um aumento das ondas de calor nos lagos e a uma redução do período durante o qual os lagos ficam cobertos de gelo, com alterações na coluna de água que podem levar a episódios de anoxia [ausência total de oxigénio]”, explicou Blas Valero, investigador do Instituto de Ecologia dos Pirenéus, que participou na análise.
O estudo contou com a colaboração de dados da MéteoFrance, do Serviço Meteorológico de Andorra, da AEMET, do IPE-CSIC, da Agência Meteorológica Basca, vinculado ao projeto LIFE Pyrenees4Clima. Todas as séries elaboradas pelo Meteocat abrangem o período de 1959 a 2024.
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