2 min leitura
Pirenéus perdem três dias de geada e aumentam cinco dias de verão por década
Serviço Meteorológico da Catalunha revela que temperatura do ar subiu 1,9°C desde 1959, e até 2,7 °C no verão. Há menos geadas, menos ondas de frio e mais dias de verão em toda a cordilheira.
15 Abr 2026 - 16:28
2 min leitura
foto: Unsplash
- Atum sustentável cresce em Portugal e vendas com certificação MSC sobem 153%
- Painel da ONU para o Clima quer ouvir governos e especialistas sobre políticas climáticas urbanas
- Presidente da Repsol considera refinação estratégica para a Europa e pede menos barreiras ao investimento
- Tarifa social e apoios à mobilidade elétrica em Portugal em catálogo de boas práticas energéticas da UE
- Empresários de Coimbra querem alívio fiscal para conter impacto dos combustíveis
- Organizações questionam inclusão de projetos portugueses de lítio na lista estratégica da UE
foto: Unsplash
A subida das temperaturas nos Pirenéus levou à perda de três dias de geada e ao aumento de cinco dias de verão por década, segundo um estudo liderado pelo Serviço Meteorológico da Catalunha (Meteocat). Isto significa que a cordilheira tem agora menos 20 dias de geada e mais 32 dias de verão do que em 1959.
Também a duração dos períodos de calor está a aumentar, enquanto a dos períodos de frio está a diminuir. Em média, a temperatura subiu 1,9 °C desde 1959, e até 2,7 °C no verão, com um aumento constante das noites tropicais.
Esta subida da temperatura do ar também levou ao aquecimento das águas nos lagos dos Pirenéus. Em comunicado, o Governo catalão dá o exemplo da área protegida de Ibón de Marboré, nos Pirenéus Aragoneses, onde a temperatura à superfície da água aumentou quase meio grau nos últimos 10 anos.
“Estamos a assistir a um aumento das ondas de calor nos lagos e a uma redução do período durante o qual os lagos ficam cobertos de gelo, com alterações na coluna de água que podem levar a episódios de anoxia [ausência total de oxigénio]”, explicou Blas Valero, investigador do Instituto de Ecologia dos Pirenéus, que participou na análise.
O estudo contou com a colaboração de dados da MéteoFrance, do Serviço Meteorológico de Andorra, da AEMET, do IPE-CSIC, da Agência Meteorológica Basca, vinculado ao projeto LIFE Pyrenees4Clima. Todas as séries elaboradas pelo Meteocat abrangem o período de 1959 a 2024.
- Atum sustentável cresce em Portugal e vendas com certificação MSC sobem 153%
- Painel da ONU para o Clima quer ouvir governos e especialistas sobre políticas climáticas urbanas
- Presidente da Repsol considera refinação estratégica para a Europa e pede menos barreiras ao investimento
- Tarifa social e apoios à mobilidade elétrica em Portugal em catálogo de boas práticas energéticas da UE
- Empresários de Coimbra querem alívio fiscal para conter impacto dos combustíveis
- Organizações questionam inclusão de projetos portugueses de lítio na lista estratégica da UE