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Poluição atmosférica de curto prazo associada a 146 mil mortes prematuras por ano na Europa

Estudo revela que jovens homens são mais vulneráveis do que as jovens mulheres, mas tendência inverte com o avançar da idade. Autores alertam para necessidade de desenvolver sistemas de alerta precoce baseados no impacto.

13 Mai 2026 - 15:47

3 min leitura

Foto: Adobe Stock/rrudenkois

Foto: Adobe Stock/rrudenkois

Os efeitos combinados da exposição de curto prazo à poluição atmosféricos estão associados a 146.500 mortes prematuras por ano na Europa, segundo uma análise do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal), em colaboração com o Centro de Supercomputação de Barcelona – Centro Nacional de Supercomputação (BSC-CNS).

O estudo, publicado na revista Nature Health, examinou cerca de 89 milhões de mortes registadas entre 2003 e 2019, em 653 regiões europeias. Os resultados mostram, na visão dos autores, a necessidade de desenvolver sistemas de alerta precoce baseados no impacto para proteger as populações mais vulneráveis.

De acordo com a análise, os jovens homens são mais vulneráveis do que as jovens mulheres. Todavia, esta tendência inverte-se com o avançar da idade, em especial a partir dos 85 anos.

No que diz respeito às causas específicas de morte, as partículas finas (PM2,5) estavam mais associadas a riscos cardiovasculares nas mulheres, enquanto o ozono (O₃) teve um maior impacto nos homens. Estas conclusões destacam a necessidade de medidas de proteção personalizadas, em contraste com abordagens generalizadas, defendem os investigadores.

“As nossas conclusões são extremamente relevantes para os decisores políticos e os profissionais de saúde pública, uma vez que apoiam a utilização de modelos epidemiológicos ajustados com dados por sexo, idade e comorbidades para criar uma nova geração de sistemas de alerta precoce baseados no impacto […], que visam especificamente os grupos vulneráveis”, explica Joan Ballester, investigador do ISGlobal e coordenador do estudo.

Ao analisar cada poluente de forma separada, o estudo atribuiu o maior impacto às partículas PM2,5 (79.000 mortes), seguidas do NO₂ (69.000), do O₃ (31.000) e das PM2,5-10 (29.000). Em termos matemáticos, os autores denotam que estes números não podem ser simplesmente somados, uma vez que os poluentes ocorrem frequentemente em simultâneo, pelo que os seus efeitos se sobrepõem.

O estudo explica que o PM2,5 é o poluente “mais nocivo” porque entra nos pulmões e pode chegar à corrente sanguínea, podendo causar inflamação, entre outros efeitos imediatos no organismo. Em contrapartida, as partículas PM2,5-10 afetam principalmente as vias respiratórias superiores devido ao seu tamanho maior, enquanto gases como o NO₂ e o O₃ irritam os pulmões e aumentam o risco de doenças respiratórias.

Em abril, outro estudo também publicado na Nature concluiu que uma parte significativa das mortes associadas à poluição atmosférica resulta de bens e serviços consumidos em países ricos, mas produzidos em economias mais pobres. A análise estimava que entre 14% e 18% das cerca de 5,1 milhões de mortes anuais causadas por partículas PM2,5 no mundo estão associadas a trocas comerciais entre países com níveis de produto interno bruto (PIB) distintos.

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