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Portugal acelera nas vendas de carros e supera média europeia, com híbridos a liderarem

Mercado nacional cresce 7,7% até novembro, superando a média europeia de 1,4%. Elétricos ganham terreno e híbridos disparam 46,7%.

23 Dez 2025 - 15:31

3 min leitura

Foto: Freepik

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O mercado automóvel português contraria a letargia europeia e regista um crescimento de 7,7% nas vendas acumuladas até novembro de 2025, com 204.160 veículos matriculados, em oposição a um avanço continental de apenas 1,4%.

Os dados divulgados pela Associação Europeia de Fabricantes Automóveis (ACEA, na sigla inglesa) revelam que Portugal está a acelerar a transição energética, mas não da forma que os defensores da eletrificação total desejariam. Os veículos totalmente elétricos cresceram 27,5% no acumulado do ano, atingindo mais de 46 mil unidades. Contudo, em termos absolutos, Portugal representa apenas 2,8% das vendas europeias de elétricos, ficando atrás de gigantes como Alemanha (490.368 unidades), França (284.711) e Itália (82.555).

Mais revelador é o comportamento dos híbridos convencionais (sem carregamento externo), que expandiram 46,7% em Portugal, totalizando 46.317 unidades, um crescimento muito superior aos 14,5% registados na média europeia.

Os híbridos plug-in também registaram uma ascensão em Portugal, com vendas a subirem 20,8% para 31.232 unidades, embora este crescimento fique aquém dos 33,1% da média europeia, onde países como Espanha (+113%) e Itália (+80,6%) impulsionaram fortemente esta categoria.

Combustão tradicional em colapso

A queda dos veículos a gasolina e gasóleo é transversal, mas Portugal apresenta números particularmente expressivos. As vendas de automóveis a gasolina caíram 22% no acumulado do ano, com apenas 50.951 unidades vendidas, uma descida ligeiramente superior aos 18,6% da média europeia. Os veículos a gasóleo sofreram um golpe ainda mais severo, com vendas a diminuir 29,3% para 11.633 unidades, superando a descida média europeia de 24,4%.

O mês de novembro isolado oferece uma fotografia ainda mais nítida das tendências. Em Portugal, as vendas mensais cresceram apenas 0,4% face a novembro de 2024, mas os elétricos subiram 31,5%, os híbridos plug-in 14,4% e os híbridos convencionais 15,5%. Em contraste, os veículos a gasolina caíram 42,8% e os a gasóleo 35,9%, números que evidenciam uma mudança na escolha dos consumidores.

Na União Europeia, novembro trouxe um crescimento modesto de 2,1% nas vendas totais, mas com um salto de 44,1% nos elétricos, impulsionado sobretudo pela Alemanha (+58,5% no mês), França (+47,5%) e Espanha (+60,9%). Portugal ficou atrás destes mercados em termos de dinamismo mensal dos elétricos, sugerindo que o crescimento nacional é mais estável, mas menos expressivo.

Em Portugal, os dados de fabricantes não são discriminados isoladamente no comunicado. Por sua vez, a nível da União Europeia o Grupo Volkswagen mantém a liderança com 27,7% de quota de mercado no acumulado do ano (2,73 milhões de unidades), seguido pela Stellantis com 15,6% (1,54 milhões) e pelo Grupo Renault com 11,4% (1,12 milhões). A Toyota, apesar de registar uma queda de 6% nas vendas, mantém-se uma quota de 7,4%.

O dado mais evidente é a ascensão da chinesa BYD, cujas vendas europeias dispararam 240% para 110.715 unidades, embora ainda represente apenas 1,1% do mercado total. Em contraste, a Tesla sofreu uma queda de 38,8%, vendendo 129.024 unidades, uma perda de estatuto da marca de Elon Musk no mercado europeu de elétricos.

Os números expõem uma transição energética europeia profundamente assimétrica. Enquanto a Alemanha vendeu 490.368 elétricos (+41,3%) e a França 284.711 (+9,1%), países como a Bulgária registaram apenas 2.184 unidades e a Estónia 800 (-35,1%).

A quota de 16,9% de elétricos na UE em 2025, face a 13,4% em 202 fica aquém das metas necessárias para cumprir os objetivos de descarbonização. A própria ACEA admite que este patamar “ainda deixa margem para crescimento”.

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