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Presidente da Repsol considera refinação estratégica para a Europa e pede menos barreiras ao investimento
António Brufau evidencia a posição privilegiada de Espanha no contexto europeu face à atual crise energética, devido às decisões de investimento tomadas pelas empresas há anos.
15 Mai 2026 - 16:05
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Antonio Brufau, presidente da Repsol
O presidente da Repsol, Antonio Brufau, afirmou na assembleia geral de acionistas de 2026, que teve lugar nesta sexta-feira, que a indústria de refinação é estratégica para Espanha e para a Europa, defendendo a eliminação de barreiras ao investimento em petróleo e gás.
O responsável destacou que os investimentos realizados nas refinarias espanholas permitiram ao país enfrentar com maior solidez o atual choque energético provocado pelo conflito no Irão e pelas perturbações no abastecimento internacional de combustíveis.
Brufau qualificou a refinaria em Espanha como a “melhor da Europa”, sublinhando que “a refinação é estratégica para Espanha e para a Europa e precisa de ser competitiva”.
O líder da petrolífera espanhola evidenciou que a Repsol apostou, com o seu esforço de investimento e sem apoio regulatório, numa indústria de refinação que hoje, dado o atual contexto de escassez de querosene, está a ser reconhecida pela opinião pública. “Mesmo que seja tarde, é bem-vinda”, salientou.
Na sua intervenção, destacou que, perante a crise de abastecimento energético causada pelo conflito no Irão, Espanha encontra-se numa posição melhor do que o resto do continente devido às decisões de investimento tomadas pelas empresas há anos. Isto converteu o setor de refinação espanhol no mais eficiente da Europa, com oito refinarias abastecidas por petróleos muito diversos, produzidos na sua maioria na bacia atlântica, ao contrário do resto do continente, onde foram encerradas 35 refinarias nos últimos 15 anos, explicou.
O conflito no Médio Oriente e o encerramento do estreito de Ormuz provocaram perturbações físicas de produto, tanto de petróleo como, sobretudo, de produtos refinados, principalmente querosene e diesel. Perante esta situação, o presidente da Repsol valorizou todas as fontes de energia, tanto as convencionais, que atualmente representam 60% do mix energético, como as renováveis.
Na sua intervenção, apelou ainda a que não se imponham custos excessivos à indústria europeia e a que a regulação incentive os combustíveis renováveis em igualdade de condições com a eletricidade renovável. Antonio Brufau realçou a importância de fornecer uma energia que os cidadãos e as indústrias possam pagar, para o que será necessário continuar a produzir petróleo e gás, diversificar as importações energéticas, apostar nas energias renováveis e desenvolver tecnologias emergentes, como os combustíveis sintéticos.
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