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Primeiro voo de táxi aéreo elétrico sem tripulação realizado em África
Colaboração entre o Governo do Ruanda e a Corporação Chinesa de Pontes e Estradas pretende construir um novo ecossistema para a Mobilidade Aérea Avançada.
05 Set 2025 - 09:51
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Foto: Adobe Stock/kinwun
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O primeiro voo de um táxi aéreo elétrico sem tripulação em África ocorreu nesta quinta-feira no Ruanda, na presença do chefe de Estado, resultando da colaboração entre o seu Governo e a Corporação Chinesa de Pontes e Estradas (CRBC).
“Esta colaboração visa reforçar a posição do Ruanda no continente, na vanguarda da implementação de tecnologia aeronáutica de última geração”, afirmou a Presidência através da rede social X, no mesmo dia em que começou, em Kigali, a Cimeira Africana da Aviação de 2025.
Num comunicado divulgado na quarta-feira, o Ministério das Infraestruturas do Ruanda explicou que a CRBC – subsidiária da estatal China Communications Construction (CCCC) – fez uma parceria com a empresa estatal EHang, também chinesa, líder no setor, para aumentar a sua presença no mercado internacional.
Isto permitiu o lançamento, pela primeira vez em África, da sua “aeronave elétrica de descolagem e aterragem vertical EH216-S”.
Com esta iniciativa, “o Ruanda tem como objetivo construir um novo ecossistema para a Mobilidade Aérea Avançada (AAM, na sigla em inglês), uma tecnologia concebida para reduzir o congestionamento do tráfego, conectar comunidades e criar opções de transporte sustentáveis”, afirmaram as autoridades.
Assim, o país africano espera atrair investimentos e parceiros comerciais para continuar a crescer neste setor, com base na sua “experiência bem-sucedida como pioneiro em serviços de entrega com drones”.
“O Ruanda está a construir ativamente um futuro em que as nossas cidades estarão mais conectadas e a nossa economia será mais dinâmica através de soluções de transporte inovadoras”, afirmou o ministro dos transportes, Ephrem Nkeze.
Por sua vez, o diretor-geral da CRBC, Huang Qilin, afirmou: “Estamos orgulhosos de colaborar com o Governo do Ruanda para apoiar a sua visão de se tornar pioneiro em tecnologia de aviação”.
Desde que chegou ao poder em 2000, Kagame tem obtido reconhecimento internacional pelos seus sucessos económicos e pela reconstrução do país após o genocídio de 1994, no qual morreram cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados.
No entanto, organizações de direitos humanos denunciaram em várias ocasiões detenções arbitrárias, desaparecimentos e tortura de dissidentes pelas mãos do seu Governo por motivos descritos como “políticos”.
O Ruanda é também acusado internacionalmente, nomeadamente pelas Nações Unidas, de colaborar com o grupo rebelde Movimento 23 de Março em massacres no leste da República Democrática do Congo, nação vizinha de Angola.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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