2 min leitura
Produtores de combustíveis verdes apelam à OMI por incentivos à descarbonização do transporte marítimo
Setor pede à Organização Marítima Internacional a inclusão de incentivos específicos aos combustíveis verdes no Quadro de Neutralidade Carbónica, atualmente menos competitivos face ao gás natural liquefeito e aos biocombustíveis.
14 Out 2025 - 11:27
2 min leitura
Foto: Adobe Stock/Yellow Boat
- Reciclagem de embalagens recua no arranque de 2026 apesar de maior investimento no setor
- UE precisa de 15% do gado em pastoreio para manter habitats protegidos
- Álvaro Mendonça e Moura é candidato único à presidência da Confederação dos Agricultores de Portugal
- Pirenéus perdem três dias de geada e aumentam cinco dias de verão por década
- Investimento nas redes elétricas dispara na Europa e pode atingir 47 mil ME até 2027
- ISO atualiza norma de gestão ambiental mais utilizada no mundo
Foto: Adobe Stock/Yellow Boat
Um grupo de 27 dos maiores produtores de combustíveis verdes instou a Organização Marítima Internacional (OMI) a adotar medidas que impulsionem a descarbonização do transporte marítimo. As empresas pedem a criação de incentivos que promovam o uso de combustíveis sustentáveis, atualmente em desvantagem no mercado quando comparados com o gás natural liquefeito e os biocombustíveis.
Os combustíveis verdes, por serem à base de hidrogénio, oferecem reduções de emissões muito superiores e são apontados como a única via para uma descarbonização total do setor, explicam os produtores. Com projetos em vários continentes, os signatários alertam que a ausência de medidas claras pode travar o investimento.
A gestora da OMI na Transport & Environment, Alison Shaw, declara que os produtores de e-combustíveis “precisam de certeza política para lançar os combustíveis verdes para o transporte marítimo. O setor marítimo poderia tornar-se um grande investidor para centenas de projetos em todo o mundo, mas apenas com as regras adequadas”.
“O atual Quadro de Neutralidade Carbónica da OMI deixa os e-combustíveis a competir com opções mais baratas e insustentáveis […]. A mensagem dos produtores é clara: para descarbonizar o transporte marítimo em larga escala, são essenciais incentivos para os e-combustíveis verdes. Sem incentivos direcionados, a transição energética do setor marítimo corre o risco de estagnar antes mesmo de começar”, reitera ainda a gestora.
O grupo de empresas inclui nomes como European Energy, Liquid Wind, ET Fuels, HIF Global e Zero Waste. Os líderes vão reunir-se em Londres nesta semana para discutir a adoção do Quadro de Neutralidade Carbónica da OMI, acordado em abril deste ano. A votação final está prevista para quinta ou sexta-feira.
- Reciclagem de embalagens recua no arranque de 2026 apesar de maior investimento no setor
- UE precisa de 15% do gado em pastoreio para manter habitats protegidos
- Álvaro Mendonça e Moura é candidato único à presidência da Confederação dos Agricultores de Portugal
- Pirenéus perdem três dias de geada e aumentam cinco dias de verão por década
- Investimento nas redes elétricas dispara na Europa e pode atingir 47 mil ME até 2027
- ISO atualiza norma de gestão ambiental mais utilizada no mundo