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PS questiona Governo sobre compra de 13,7% da REN e origem dos fundos

Socialistas querem saber como foi financiada a operação e qual a estratégia do Estado para uma participação minoritária na empresa concessionária da rede elétrica.

17 Ago 2026 - 07:44

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

O dirigente socialista Filipe Santos Costa questionou o Governo PSD/CDS-PP por que via e com que meios adquiriu 13,7% da Redes Energéticas Nacionais (REN) numa altura em que provoca o “colapso” na saúde, educação e serviços sociais.

“De onde vem o montante necessário para esta operação de compra de parte da REN da Parpública? Isto, num momento em que o Governo da Aliança Democrática (AD) provoca o colapso da saúde, da educação e dos serviços sociais, degrada as contas públicas, falha no crescimento económico e agrava a carga fiscal, sobrecarregando os portugueses no IRS, no IVA e lucrando nos impostos sobre os combustíveis com as guerras do leste da Europa e do Golfo Pérsico”, disse o socialista no último sábado.

No discurso da 50.ª Festa do Pontal, Luís Montenegro anunciou que o “Estado Português chegou a acordo com um grupo espanhol para adquirir 13,7% da REN”, um investimento que se enquadra no fundo soberano “que está a ser formatado” e que se inscreve numa política de criar “alicerces para uma economia mais competitiva e mais produtiva”.

O objetivo não é renacionalizar esta empresa, mas salvaguardar o interesse estratégico, acrescentou.

Filipe Santos Costa, do secretariado nacional do PS, destacou que se esta é a primeira aplicação do anunciado fundo soberano, o país deve conhecer a constituição e a dotação do fundo.

Um fundo soberano que não existe já comprou uma participação de 13,7% na REN, questionou.

O dirigente socialista referiu que o PS e todos os portugueses gostavam de saber porque é que a AD, que em 2012 vendeu a grande parte da REN sobretudo a potências estrangeiras (25% à China e 15% a Omã), vem agora comprar esta posição de 13,7% a um grupo privado espanhol quando, em 2014, a “mesma AD” decidiu vender os últimos 11% da REN ainda na posse do Estado.

“Qual o propósito de ter uma posição tão minoritária numa empresa concessionária de serviço público, sem separar as concessões de ORT (Operador da Rede de Transporte) e de GGS (Gestão Global do Sistema)”, perguntou.

Filipe Santos Costa quer ainda saber como é que o Governo de Luís Montenegro vai usar essa posição de menos de 14% na Operadora do Sistema de Transmissão (não produtora, nem licenciadora de produção, nem comercializadora de eletricidade) para baixar o preço da eletricidade.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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