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Renováveis asseguram 62% do consumo elétrico e importações atingem máximo histórico de 24%

Hidroelétricas e eólicas lideraram a produção renovável, com 22% cada, enquanto a energia solar assegurou 13% do consumo nos primeiros 10 meses do ano.

03 Nov 2026 - 08:49

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Foto Iberdrola

Wind farm with tall white turbines spinning in a green field under a blue sky.

Foto Iberdrola

Entre janeiro e outubro, as energias renováveis abasteceram 62% do consumo de eletricidade em Portugal, enquanto o saldo importador representou 24%, a maior quota de sempre no sistema elétrico nacional. A produção a gás natural foi responsável pelos restantes 14%, segundo os dados da REN.

Nos primeiros dez meses do ano, as hidroelétricas e as eólicas estiveram em destaque. Cada uma destas energias foi responsável por 22% do abastecimento, enquanto as centrais solares, com um crescimento homólogo de 10%, foram responsáveis por 13% do fornecimento. As centrais a biomassa abasteceram 5% e a produção a gás natural representou 14% do consumo.

Em comparação com o ano anterior, e nos primeiros dez meses do ano, o consumo registou um aumento de 3% (2,5% com correção da temperatura e dias úteis), enquanto em outubro se registou uma pequena quebra (menos 0,2%), valor que não se altera com correção da temperatura e número de dias úteis, detalha a REN.

No que toca ao mês de outubro, no conjunto, a produção renovável abasteceu 47% do consumo e a produção não renovável 13%. O saldo de trocas com o estrangeiro manteve a tendência importadora que se tem registado, representando os restantes 40% do consumo.

No mercado de gás natural, o consumo registou uma contração homóloga de 20,5%, com os segmentos de produção de energia elétrica e convencional a apresentarem reduções, respetivamente, de 27% e de 17%. Ao fim de dez meses, o consumo de gás natural registou uma quebra de 1,8%, enquanto no segmento convencional se registou uma redução de 2,8%, refere a REN.

O aprovisionamento do sistema nacional foi feito em outubro integralmente através do terminal de GNL de Sines, sendo que, através da interligação com Espanha, o sistema exportou o equivalente a 2/3 do consumo nacional.

Até ao fim de outubro, o sistema nacional foi abastecido quase integralmente a partir do terminal de Sines, com o gás tendo como origem a Nigéria (54%), os EUA (39%) e a Rússia (7%). O saldo exportador através da interligação com Espanha foi, para este período, o mais elevado de sempre registado no sistema nacional.

 

 

 

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