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Robô com IA promete mudar a forma como se monitorizam espécies aquáticas
O robô poderá revolucionar a monitorização biológica ao fornecer resultados mais completos a um custo significativamente inferior ao dos métodos convencionais de amostragem.
03 Mai 2026 - 15:06
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Foto: Adobe Stock/Kevin
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Investigadores do Departamento de Energia dos EUA estabeleceram uma parceria com uma empresa privada para criar um robô aquático autónomo, pronto para uso no terreno, capaz de recolher, processar e analisar amostras de ADN ambiental, partilhando dados em tempo real. A invenção, denominada “eDNA-bot”, utilizará inteligência artificial (IA) para permitir a tomada de decisões de forma independente.
Segundo os investigadores, este robô poderá revolucionar a monitorização biológica ao fornecer resultados mais abrangentes a um custo muito inferior ao dos métodos tradicionais de amostragem. Tem também potencial para simplificar as avaliações ambientais exigidas no processo de licenciamento de centrais hidroelétricas, além de facilitar outras aplicações, como a deteção de espécies invasoras ou a monitorização de águas residuais para identificar agentes patogénicos.
O Oak Ridge National Laboratory patenteou recentemente a tecnologia do eDNA-bot. Atualmente, uma equipa interdisciplinar de investigadores do ORNL e do Pacific Northwest National Laboratory assinou um acordo de investigação e desenvolvimento cooperativo com a Smith-Root, Inc., uma empresa sediada em Vancouver, Washington, especializada em equipamentos de monitorização biológica e interessada na comercialização do sistema.
“Para nós, enquanto empresa, isto evita termos de fazer internamente toda a investigação e desenvolvimento”, afirmou Austen Thomas, cientista na Smith-Root. “Há um enorme custo de capital associado ao desenvolvimento de um sistema como este. Alguns componentes estão num nível de I&D que não conseguimos atingir, pelo que contar com as equipas de engenharia e biologia dos laboratórios nacionais é uma grande vantagem. Reduz o nosso risco enquanto empresa”, refere num comunicado.
O ADN ambiental, ou eDNA, é material genético disperso num determinado habitat pelos organismos que nele vivem. É produzido por organismos vivos à medida que envelhecem, excretam resíduos e se reproduzem, e também por organismos mortos durante o processo de decomposição.
A recolha de amostras de água para análise de eDNA constitui uma alternativa às técnicas tradicionais de monitorização biológica, como redes, armadilhas e pesca elétrica, métodos caros e trabalhosos que exigem a captura de organismos para identificar as espécies presentes num corpo de água e nas suas imediações.
Segundo os investigadores, os resultados obtidos por estes métodos convencionais oferecem apenas uma visão parcial das espécies presentes, uma vez que estão limitados a um momento específico e a presença dos investigadores pode afugentar algumas espécies.
O eDNA-bot permitirá recolher amostras “de forma contínua e discreta durante meses”, afirma Kristine Moody, líder do projeto. “O robô também nos permitirá aceder a locais demasiado remotos ou perigosos para investigadores humanos”, acrescenta.
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