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Simon Stiell apela à simplificação de processos para a descarbonização

No início da preparação da COP31, que terá lugar em novembro, o secretário executivo da ONU para as Alterações Climáticas reiterou a urgência de redobrar esforços na implementação dos compromissos alcançados.

08 Jun 2026 - 13:32

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Simon Stiell, secretário executivo UNFCCC | Foto: LinkedIn

Simon Stiell, secretário executivo UNFCCC | Foto: LinkedIn

O secretário executivo da ONU para as Alterações Climáticas apelou nesta segunda-feira à simplificação de processos para que o mundo consiga desligar-se cada vez mais dos combustíveis fósseis e substitui-los por energias limpas.

No arranque da preparação da COP 31, que vai decorrer em novembro, na Turquia, Simon Stiell, frisou que é preciso “apoiar a implementação no mundo real. Todas as instituições têm de evoluir e melhorar continuamente”, em resposta os apelos de simplificação pelas entidades que têm de reduzir o peso das emissões de gases com efeito de estufa (GEE). “Estamos a ouvir os vossos apelos”, assinalou em Bona, na Alemanha, no arranque das Reuniões Climáticas de Junho da ONU, que durante 10 dias juntam 7000 delegados que preparam a próxima Conferência das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.

“Enfrentar a crise climática global é a tarefa mais difícil, mas também a mais importante, que a humanidade alguma vez tentou realizar em conjunto. Vale a pena fazê-lo, porque não temos alternativa. Todas as economias e populações dependem disso”, referiu Simon Stiell.

Num apelo para que este ano e chegue a resultados concretos, algo que é muito criticado em relação às COP, o secretário executivo frisou que “precisamos de um resultado que reflita a dimensão dos perigos e das oportunidades que enfrentamos, com compromissos mais fortes, tal como a ciência exige. Isso significa redobrar esforços na implementação. Para que, até à COP33, estejamos muito mais próximos de atingir as metas que acordámos”.

Stiell refriu que não há tempo para reabrir debates do passado nem para renegociar compromissos já assumidos, destacando os efeitos das alterações climáticas que já se fazem sentir e que serão agravados pelo fenómeno El Niño, que se deverá instalar a partir deste mês e “promete mais sofrimento e choques inflacionistas”. Também a guerra no Médio Oriente está a demonstrar a urgência de se fazer a transição energética, sublinhou.  “É absolutamente claro: continuar dependentes dos combustíveis fósseis significa continuar a importar inflação e instabilidade económica, enquanto exportamos segurança energética, soberania e autonomia política, deixando economias e comunidades expostas a catástrofes climáticas e destruindo vidas e prosperidade em todo o lado. Temos de ir mais longe e mais depressa: cumprindo integralmente as nossas obrigações ao abrigo do Acordo de Paris e os planos definidos nesse âmbito”, referiu no seu discurso.

Nesse sentido, para além da necessidade de simplificação de processos de descarbonização, Simos Stiell, referiu também que as Partes têm de avançar em questões chave como Objetivo Global de Adaptação e os Indicadores de Adaptação de Belém; focar- na implementação dos resultados do primeiro balanço global; deve avançar nas questões de financiamento climático e no Fundo de Adaptação; e implementar outros programas já definidos.

Por fim, salientou que é preciso aproximar o trabalho deste processo da economia real e reiterou as Partes a reforçar a Agenda Global de Ação Climática.

 

 

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