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Smart Waste Portugal cria ferramenta para ajudar PME a integrar ecodesign nos produtos
Esta nova metodologia visa preparar as empresas para as exigências do Regulamento Ecodesign for Sustainable Products (ESPR), em vigor na União Europeia desde 2024.
29 Jul 2026 - 18:03
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Foto: Smart Waste
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Foto: Smart Waste
A Smart Waste Portugal desenvolveu a metodologia Ecodesign Readiness Levels (ERL), que permite às pequenas e médias empresas (PME) avaliar o grau de integração de critérios de ecodesign no desenvolvimento dos seus produtos e identificar os próximos passos para reforçar essa incorporação.
A metodologia ERL pretende funcionar como um instrumento de “diagnóstico, planeamento e melhoria contínua”. Esta ferramenta foi desenvolvida no âmbito do projeto TransformEC -Transformação Circular.
Esta metodologia visa ainda preparar as empresas para as exigências do Regulamento Ecodesign for Sustainable Products (ESPR), em vigor na União Europeia desde 2024. O regulamento europeu pretende promover produtos mais duráveis, reutilizáveis, reparáveis, eficientes na utilização de recursos e recicláveis, reforçando o papel do ecodesign na transição para uma economia circular.
Segundo a Comissão Europeia, cerca de 80% dos impactos ambientais de um produto são determinados na fase de design. Assim, os requisitos europeus de ecodesign aplicados a 31 grupos de produtos permitiram reduzir em 10% o consumo anual de energia e gerar 120 mil milhões de euros em poupanças nos custos energéticos, de acordo com o Conselho da União Europeia.
Inspirada nos Technology Readiness Levels (TRL), utilizados para medir a maturidade tecnológica, a metodologia ERL adapta este conceito ao ecodesign. A ferramenta posiciona os produtos numa escala que vai desde o cumprimento dos requisitos legais mínimos até à integração estratégica e sistemática da sustentabilidade no seu desenvolvimento.
Com base nesta avaliação, as empresas podem identificar oportunidades de melhoria, definir prioridades de intervenção, orientar investimentos em inovação sustentável e acompanhar a evolução do desempenho ambiental dos seus produtos. A ferramenta contribui ainda para preparar as organizações para as novas exigências regulamentares e para as crescentes expectativas do mercado.
“O ecodesign é uma das áreas em que a transição para uma economia circular se pode traduzir em mudanças muito concretas. Este trabalho permitiu-nos compreender melhor o ponto de situação das PME e, ao mesmo tempo, criar ferramentas que as ajudam a transformar conhecimento em ação”, afirma Luísa Magalhães, diretora executiva da Smart Waste Portugal, em comunicado partilhado pela empresa.
“Queremos que as empresas consigam identificar o seu ponto de partida, perceber onde podem evoluir e integrar, de forma progressiva, critérios de circularidade no desenvolvimento dos seus produtos”, acrescenta.
Para apoiar a implementação da ferramenta, a Smart Waste Portugal disponibiliza um conjunto de materiais técnicos, incluindo a descrição da metodologia, a matriz de avaliação, um manual de aplicação, a ferramenta de autoavaliação em Excel e um guia explicativo, todos acessíveis através do seu website.
No âmbito do mesmo projeto, foi também desenvolvido o estudo “Estado do Ecodesign nas PME e Tendências”, que analisa o nível de adoção destas práticas pelas empresas, identifica desafios, oportunidades e tendências, e avalia o impacto do novo enquadramento regulamentar europeu. O trabalho baseia-se em análise documental, auscultação de stakeholders e sistematização de casos práticos desenvolvidos no âmbito do TransformEC.
O projeto TransformEC – Transformação Circular é financiado pelo COMPETE 2030, no âmbito do Sistema de Apoio a Ações Coletivas, na vertente Qualificação, e tem como copromotores a Smart Waste Portugal, o CVR – Centro para a Valorização de Resíduos e o CECOLAB – Laboratório Colaborativo para a Economia Circular.
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