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Turismo sustentável: Portugal conta com 7 alojamentos certificados pelo ecolabel da UE
Ao todo, na UE, existem 890 estabelecimentos certificados até 2027. Entre os detentores do certificado a nível nacional, estão, por exemplo o Pena Park Hotel e o alojamento rural São Brás de Regedouro.
29 Jul 2026 - 06:22
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Foto: Magnific
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Quase a entrar em agosto, a Comissão Europeia (CE) divulgou um catálogo atualizado com todos os estabelecimentos que estão certificados com o Rótulo Ecológico da União Europeia (EU Ecolabel), que distingue os pontos turísticos “amigos do ambiente” nos estados-membros.
Portugal conta atualmente com 7 alojamentos distinguidos por todo o país, quatro na zona norte e três mais a sul, sendo a maioria nas zonas rurais. Ao todo, na UE, existem 890 estabelecimentos certificados até 2027.
Entre os detentores do certificado a nível nacional, estão, por exemplo o Pena Park Hotel e o alojamento rural São Brás de Regedouro. A lista completa está disponível no catálogo disponibilizado pela Comissão.
De acordo com a CE, ao optar por um alojamento turístico com o Rótulo Ecológico da UE, os viajantes estão a “contribuir para reduzir a pegada de carbono e preservar os recursos naturais, fazendo uma escolha de viagem mais sustentável sem comprometer a qualidade”.
“À medida que alguns dos destinos mais visitados da Europa enfrentam uma crescente pressão turística, um número cada vez maior de viajantes procura alternativas aos circuitos turísticos tradicionais. A natureza, a autenticidade e a sustentabilidade estão a tornar-se fatores determinantes na escolha dos destinos, sobretudo entre as gerações mais jovens”, afirma a CE.
Para obter o Rótulo Ecológico da União Europeia, os alojamentos turísticos têm de cumprir 22 critérios obrigatórios e alcançar pelo menos 20 pontos através de critérios adicionais de caráter opcional. Além disso, devem respeitar toda a legislação aplicável no país onde operam, incluindo as regras em matéria de emprego e proteção dos trabalhadores.
Os critérios obrigatórios abrangem áreas como a implementação de um sistema de gestão ambiental, a redução do consumo de energia e de água, a utilização de equipamentos energeticamente eficientes e de eletricidade proveniente de fontes renováveis.
Simultaneamente, é necessário que incentivem a diminuição do uso de produtos químicos, a prevenção e separação de resíduos, bem como medidas para reduzir as emissões associadas aos transportes e o desperdício alimentar.
O selo europeu promove ainda práticas como a não substituição diária de lençóis e toalhas, salvo a pedido dos hóspedes, a eliminação de embalagens individuais e de artigos descartáveis sempre que possível, a disponibilização de informação sobre opções de transporte mais sustentáveis e a utilização de produtos locais e sazonais nas refeições.
De acordo com o manual publicado pela Comissão, os estabelecimentos devem ser capazes de “reduzir a pegada ambiental do setor turístico sem comprometer a qualidade da experiência oferecida aos visitantes”.
É ainda importante relembrar que, na primeira quinzena do mês de julho, a Comissão já tinha divulgado um conjunto de orientações com o objetivo de promover a Rede Natura 2000, o maior conjunto de áreas protegidas do mundo, como um “importante motor do turismo sustentável” que também garante a proteção dos habitats e das espécies.
Com este modelo, a CE pretende ajudar os gestores das localidades e as autoridades competentes a antecipar impactos, planear de forma eficaz e conciliar o desenvolvimento do turismo sustentável com os objetivos de conservação e de restauro da natureza.
As orientações promovem ainda um “planeamento proativo”, que deve incluir estratégias de gestão de visitantes, avaliação de impactos potenciais e investimento em ações de educação e sensibilização, como campanhas de informação, visitas guiadas, projetos de ciência cidadã e ferramentas digitais.
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