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Syrah quer reforçar produção de grafite moçambicano para baterias de elétricos

A mineradora Syrah prevê aumentar significativamente a produção de grafite na mina moçambicana para mais de 200 mil toneladas anuais, para acompanhar o aumento da procura de baterias para viaturas elétricas.

22 Mai 2026 - 12:02

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Foto: Adobe Stock/xiaoliangge

Foto: Adobe Stock/xiaoliangge

A mineradora Syrah anunciou nesta sexta-feira que prevê aumentar significativamente a produção de grafite na mina moçambicana de Balama, Cabo Delgado, para mais de 200 mil toneladas anuais, face ao aumento da procura para baterias de viaturas elétricas.

Numa apresentação nesta sexta-feira aos acionistas, a mineradora australiana destacou que Balama é um dos ativos mais relevantes do setor, considerada mesmo o maior recurso de grafite de alta qualidade fora da China, com uma vida útil superior a 50 anos e capacidade instalada atual de 350 mil toneladas por ano, apesar da produção de 163 mil toneladas atuais.

No documento, a Syrah refere que registou um crescimento expressivo das exportações a partir de Balama para mercados fora da China, com vendas a aumentarem mais de 70% entre 2023 e 2025, refletindo a diversificação da procura global por grafite.

A mineradora acrescenta que no médio prazo pretende aumentar a produção anual da mina, no norte de Moçambique, para entre 200 mil e 240 mil toneladas, estratégia que visa acompanhar o crescimento da indústria de baterias e reduzir os custos unitários de produção.

A importância da mina de Balama é também sublinhada no contexto mais amplo da estratégia da companhia, para garantir o fornecimento de matérias-primas para a cadeia de valor das baterias, incluindo a produção de materiais anódicos para veículos elétricos.

Apesar da aposta crescente nos Estados Unidos, através do desenvolvimento da fábrica de Vidalia, a Syrah reforça que Balama continuará a ser a base operacional e a principal fonte de matéria-prima para os seus projetos industriais.

Por outro lado, acrescenta que a operação beneficia do “forte apoio” do Governo de Moçambique e das autoridades locais e provinciais, sublinhando o impacto da mina no país, ao apontar uma contribuição acumulada de 598 milhões de dólares (515 milhões de euros) para a economia moçambicana, bem como investimentos adicionais de 4,4 milhões de dólares (3,8 milhões de euros) em projetos de desenvolvimento comunitário desde 2018.

Na apresentação de hoje, a empresa aponta que o mercado global de baterias continua em expansão acelerada, tendo crescido 32% em 2025, reforçando as perspetivas de procura de grafite no longo prazo.

A Syrah, concessionária daquela mina em Cabo Delgado, já tinha anunciado em março que Balama vai fornecer até 68 mil toneladas de grafite para o mercado japonês de viaturas elétricas nos próximos sete anos, após a assinatura de um contrato plurianual para fornecimento de grafite natural com a NextSource.

De acordo com a informação aos mercados, o contrato com a NextSource prevê a entrega de 34 mil a 68 mil toneladas de grafite ao longo dos próximos sete anos, a partir de junho, tendo como destino a unidade de ânodos de baterias que está instalada em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, para depois abastecer um “cliente japonês do setor downstream”.

A empresa acrescentou que a NextSource é uma empresa de materiais para baterias com sede em Toronto, Canadá, sendo proprietária da mina de grafite Molo, em Madagáscar, e está a “priorizar o desenvolvimento de uma instalação de materiais anódicos em grande escala no Médio Oriente”.

A mina de Balama produziu 26 mil toneladas de grafite no terceiro trimestre de 2025, recuperando após seis meses de paragem provocada pela agitação social no país, fornecendo o mercado de baterias de viaturas elétricas norte-americano e indonésio. De acordo com informação sobre o desempenho do terceiro trimestre, a mina contou ainda 24 mil toneladas de grafite vendido e enviado para clientes.

A mina de Balama retomou a exportação de grafite natural, destinado a baterias de carros elétricos, após seis meses de paragem provocada pela agitação social, anunciou em 24 de julho de 2025 a Syrah, que retirou a cláusula de ‘força maior’.

O termo ‘força maior’ é um conceito jurídico que se refere a eventos externos, imprevisíveis e inevitáveis, que impedem o cumprimento de obrigações contratuais.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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