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UE avança com descarbonização industrial e seleciona três projetos portugueses no Leilão de Calor
Iniciativa europeia atribui 400 milhões de euros a 65 projetos para acelerar a descarbonização do aquecimento industrial.
22 Mai 2026 - 14:46
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A Comissão Europeia selecionou 65 projetos, três em Portugal, no âmbito do Leilão de Calor do Fundo de Inovação, para acelerar a aplicação de tecnologias inovadoras de aquecimento limpo em toda a indústria europeia.
Os projetos selecionados em dez Estados-membros – Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, França, Hungria, Portugal e República Checa – utilizarão uma gama de tecnologias para descarbonizar a produção industrial de calor e acelerar a aceitação pelo mercado de soluções de calor eletrificado e de calor produzido diretamente a partir de fontes renováveis.
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Em Portugal, nesta primeira fase, foram escolhidas três candidaturas no Leilão do Calor, todas baseadas no aquecimento por resistência indireta: duas na área dos têxteis (EDP TMG HEAT 1 e 2, com temperaturas abaixo dos cinco megawatts -MW) e uma no setor de alimentação e bebidas (GRIST-B, com temperaturas acima dos cinco MW).
O primeiro leilão deste género à escala da UE prevê um montante de 400 milhões de euros em subvenções do Fundo de Inovação, fundos provenientes do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da UE (CELE).
Os 65 projetos selecionados, com a utilização de tecnologias inovadoras, evitarão, segundo um comunicado, mais de 6,6 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO2) ao longo de 10 anos, substituindo os sistemas de produção de calor a gás natural.
Em conjunto, espera-se que produzam cerca de 16,3 terawatts-hora (TWh) de calor descarbonizado durante os primeiros 5 anos de funcionamento, com base numa capacidade térmica de 766 MW, o que equivale a substituir mais de 1,5 mil milhões de metros cúbicos de gás natural ao longo de cinco anos, aproximadamente comparável ao consumo anual de 4 milhões de agregados familiares da UE.
A maioria das candidaturas selecionadas baseia-se no aquecimento por resistência direta ou no aquecimento por resistência indireta e outras incluem tecnologias como bombas de calor, energia solar térmica, aquecimento eletromagnético e dielétrico, e tecnologias híbridas.
A Agência de Execução Europeia do Clima, das Infraestruturas e do Ambiente irá dar início à preparação formal das convenções de subvenção com os projetos selecionados, a assinar no segundo semestre.
Os projetos selecionados terão de chegar ao seu encerramento financeiro no prazo de dois anos a contar da assinatura da subvenção e entrar em funcionamento no prazo de quatro anos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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