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Todo o oceano já é ameaçado por alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição
Última edição do European Copernicus Ocean State Report revela que ‘hotspots’ de biodiversidade marinha estão a acidificar rapidamente, ao ameaçar espécies já em vias de extinção.
01 Out 2025 - 14:37
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Já todo o oceano está a enfrentar a ameaça tripla das alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição. A averiguação é da nona edição do “European Copernicus Ocean State Report”, que destaca ainda que as zonas consideradas ‘hotspots’ de biodiversidade marinha estão a acidificar mais rapidamente do que a média global, com as mudanças a colocar em risco espécies já em vias de extinção. Os plásticos advindos de todos os continentes estão a prejudicar a totalidade das bacias oceânicas.
“A ciência é inequívoca: o oceano está a mudar rapidamente, com extremos recordistas e impactos crescentes. Sabemos porquê e sabemos o que isso significa. Este conhecimento não é apenas um aviso – é um plano para restaurar o equilíbrio entre as pessoas e o oceano”, declarou a conselheira sénior na Mercator Ocean International e presidente das atividades do Copernicus Ocean State Report, Karina von Schuckmann.
O oceano absorve 90% do excedente de calor provocado pelas emissões de gases com efeito de estufa por ação humana. Está a aquecer desde a década de 1960, com a média global da superfície do mar a atingir o novo recorde de 21ºC em 2024.
As ondas de calor de notável intensidade e persistência prejudicaram a maior parte do oceano em 2023 e 2024, ao superar em 0,25 ºC as temperaturas recorde anteriores de 2015 e 2016. Particularmente em 2023, as águas do Atlântico tiveram 300 dias do ano sob ondas de calor, lesando a produção alimentar, os ecossistemas e as economias costeiras.
Entre 1901 e 2024, o nível do mar subiu em média 228 mm, o que implica mais inundações e erosão costeira, mudanças que acontecem ao longo das costas europeias, onde habitam cerca de 200 milhões de pessoas, e que está previsto ficarem submersas nos próximos séculos.
A par disso, 75% dos países fazem fronteira com recifes de corais vulneráveis, mas emitem 10 mil toneladas de resíduos plásticos.
O relatório tem sido realizado pela Mercator Ocean, em nome da Comissão Europeia, há quase uma década. Reúne o conhecimento de mais de 70 especialistas da Europa e de todo o mundo. O relatório anual “transforma ciência de ponta em conhecimento prático, ajudando a Europa e o mundo a reforçar a resiliência, salvaguardar a segurança e proteger o oceano para as gerações futuras”, esclarece o diretor-geral da Mercator Ocean International, Pierre Bahurel.
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