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Trabalhadores da Petrogal satisfeitos com desfecho do negócio Galp/Moeve

Comissão de Trabalhadores da Petrogal considera que o país fica a ganhar com o “fim do negócio Galp-Moeve” para a refinação e comercialização de combustíveis.

27 Out 2026 - 07:32

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Foto Galp

Gas station with orange canopies at dusk, several cars parked at the forecourt and digital signs lit up.

Foto Galp

A Comissão de Trabalhadores da Petrogal considera que o país fica a ganhar com o “fim do negócio Galp-Moeve”, depois de as empresas terem falhado uma fusão dos negócios de refinação e comercialização de combustíveis, anunciado nesta segunda-feira.

Num comunicado com o título “Caiu o negócio, ganhou o país”, a Comissão Central de Trabalhadores afirma que “valoriza este desfecho”, porque “o negócio partia a empresa, entregava a refinaria de Sines a uma sociedade sediada em Espanha e controlada por fundos estrangeiros, e deixava a rede de retalho repartida com a Moeve [ex-Cepsa]”.

Segundo a comissão de trabalhadores, “com o fim do negócio, a Galp mantém-se como uma empresa integrada, da refinação à distribuição, e continua a ser uma peça central da soberania energética do país”.

A estrutura representativa dos trabalhadores da Petrogal nota que o negócio não avançou apenas “por falta de acordo entre as partes e não por defesa do interesse nacional ou dos trabalhadores”.

“Não nos iludamos quanto aos motivos. O negócio não caiu por respeito pelo interesse nacional nem pelos trabalhadores. Caiu porque as partes não se entenderam sobre o que cada uma ganhava, como a própria Galp admite ao justificar o desfecho com a falta de alinhamento para gerar ‘valor para os acionistas’”, salienta, reclamando que a empresa seja nacionalizada.

“Enquanto a Galp estiver nas mãos de interesses privados, o futuro de uma empresa estratégica para o país será decidido em função do que é melhor para os acionistas e não do que é melhor para Portugal. Em vários países europeus, os Estados têm reforçado o controlo sobre empresas de energia. A Galp já foi pública e deve voltar a sê-lo, ao serviço do país e de quem nela trabalha”, entende.

A comissão de trabalhadores defende ainda que a riqueza criada seja “reinvestida na empresa e que o seu trabalho seja reconhecido com direitos, salários e condições à altura”.

A riqueza “deve ser reinvestida na própria empresa, em todas as suas áreas e nas suas pessoas, e não canalizada apenas para remunerar os acionistas”, insiste.

O fim das negociações foi comunicado ao mercado na manhã desta segunda-feira pela Galp, com a petrolífera portuguesa a explicar que, na sequência de um acordo não vinculativo anunciado em 08 de janeiro com os acionistas da Moeve, a Mubadala Investment Company e o grupo Carlyle, as partes mantiveram negociações aprofundadas, sem que tenham obtido um entendimento nestes meses.

A Galp garantiu que o fim das negociações não terá impacto nas suas operações atuais “nem na confiança da empresa no potencial de criação de valor autónomo do seu portefólio de ‘downstream’”, mantendo abertura a futuras oportunidades de consolidação do setor.

Citada no comunicado da empresa, a presidente do conselho de administração, Paula Amorim, refere que a operação representava uma oportunidade para criar um grande operador europeu de refinação e comercialização.

“Embora o racional estratégico subjacente à operação proposta continue a fazer sentido, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo”, disse.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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