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UE lança orientações para reduzir pegada carbónica na aquacultura
Documento reúne boas práticas e propõe medidas para acelerar a eficiência energética e o uso de renováveis no setor. Espanha, França e Grécia lideram aquacultura na União Europeia.
06 Abr 2026 - 12:30
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A Comissão Europeia (CE) publicou um documento com orientações destinadas a apoiar a transição energética no setor da aquacultura, com foco na redução da pegada carbónica através de maior eficiência energética e adoção de fontes renováveis.
O documento incide sobre a produção aquícola primária e compila boas práticas e ferramentas aplicadas em Estados-membros da União Europeia (UE), bem como no Reino Unido e na Noruega, países com forte atividade no setor.
Com base nestas orientações, foi também desenvolvido um curso de formação que apresenta uma visão estruturada das estratégias para promover um uso mais sustentável da energia na aquacultura. O conteúdo aborda padrões de consumo energético, tecnologias disponíveis e medidas concretas para descarbonizar operações.
A formação inclui ainda exemplos práticos de eficiência energética e redução de emissões em diferentes contextos, dentro e fora da UE. Entre os desafios identificados estão lacunas de conhecimento, desenvolvimento tecnológico e enquadramento regulatório, considerados fatores-chave para acelerar a transição energética no setor.
Segundo o Eurostat, dados de 2023 indicam que a produção aquícola na UE foi de quase 1,1 milhões de toneladas de peso vivo, com um valor de 4,8 mil milhões de euros. A aquicultura envolve o cultivo controlado de peixes, moluscos, algas e crustáceos.
Os três maiores produtores da UE de organismos aquáticos de viveiro foram Espanha com 242 754 toneladas (23,1% do total da UE), França com 186 561 toneladas (17,8%) e Grécia com 140 908 toneladas (13,4%).
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