Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

4 min leitura

Universidade de Coimbra quer produzir 30% da energia que consome nos próximos três anos

O investimento global para aumentar a capacidade de produção de energia da Universidade de Coimbra deverá ser de cinco milhões de euros. UC pretende ainda constituir uma Comunidade de Energia Renovável autorizada a vender a energia que não consume.

01 Jun 2026 - 18:16

4 min leitura

Foto: Universidade de Coimbra

Foto: Universidade de Coimbra

A Universidade de Coimbra prevê vários investimentos para instalar painéis fotovoltaicos em alguns dos seus espaços para produzir cerca de 30% a 35% da energia que consome no espaço de três anos, afirmou um vice-reitor.

O investimento global para aumentar a capacidade de produção de energia da Universidade de Coimbra (UC) deverá rondar perto dos cinco milhões de euros e será feito de forma faseada ao longo de dois a três anos, afirmou à agência Lusa o vice-reitor Alfredo Dias.

Na fase final do investimento previsto, que irá contemplar instalação de painéis no Polo 2, Polo 3, Estádio Universitário e Palácio de São Marcos, a UC irá constituir uma Comunidade de Energia Renovável (CER), que já está autorizada, para garantir venda de eletricidade que não consome a entidades do universo daquela instituição do ensino superior, acrescentou.

De acordo com Alfredo Dias, foram sendo instalados ao longo dos anos painéis fotovoltaicos que, neste momento, perfazem um total de 624,15 kVA (quilovolt-ampere), distribuídos pelo Observatório Astronómico, Faculdade de Economia, Estádio Universitário e edifícios do Polo 2.

De momento, estão já instalados mais painéis nos edifícios do Polo 2, que deverão adicionar ainda neste ano 745kVA à capacidade de produção instalada da UC, estando apenas a ser resolvidas “algumas questões ao nível da injeção da eletricidade nos edifícios”, num investimento de cerca de um milhão de euros.

O vice-reitor com a pasta do edificado afirmou que, nesse plano faseado, o próximo passo será aumentar a produção de energia no Estádio Universitário (com mais 250kVA), e, posteriormente, nos edifícios do Polo 3 (cerca de 300kVA).

“Em todas as zonas de cobertura onde seja viável e rentável, iremos colocar painéis”, afirmou, referindo que o projeto, no seu global, permite distribuir energia produzida nos diferentes pontos da UC para espaços onde não há capacidade de produção, como é o caso do Polo 1, na Alta de Coimbra, onde as questões associadas ao património classificado condicionam a instalação de painéis solares.

O último momento de investimento será no Palácio de São Marcos, fora da zona urbana do concelho, onde a UC já teve uma autorização especial que lhe irá permitir transferir a eletricidade que venha a ser produzida naquele espaço para os polos situados na cidade.

Para Alfredo Dias, a CER deverá ficar operacional numa fase final de investimento, permitindo canalizar e vender energia não consumida para outras entidades, sobretudo na esfera da UC, como o Instituto Pedro Nunes e outros.

A UC tem como intenção subcontratar a gestão e operacionalização da CER a uma “entidade experiente”, que tenha as ferramentas para distribuir e vender energia.

Além destes investimentos, Alfredo Dias afirmou que a UC está também a ponderar criar um parque de estacionamento coberto (com painéis fotovoltaicos) no Polo 2, com pontos de carregamento para veículos elétricos, que permita também distribuir energia durante os picos de produção, com preços atrativos.

“Se tivermos um estacionamento no Polo 2 em que as pessoas possam deixar lá o carro e vão trabalhar para o Polo 1, nós conseguimos fazer um dois em um: meter menos carros no Polo 1 e injetar eletricidade no carro das pessoas a um custo que será vantajoso para a Universidade de Coimbra, mas também para os condutores”, salientou.

Para isso poder funcionar, Alfredo Dias defendeu uma ligação rápida e direta entre o Polo 1 e Polo 2 a partir de transportes públicos, para retirar carros da Alta universitária.

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa na transição verde.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade