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Vila Franca de Xira acolhe projeto europeu para inovação na produção de algas

Projeto insere-se num pacote de apoios a centros de inovação que cumpram a missão de ampliar a produção sustentável de algas e derivados na Europa.

14 Out 2025 - 08:26

3 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

O projeto ATL.A.HUB chegou às instalações de cultivo e processamento de algas em Vila Franca de Xira, Lisboa, com o objetivo de transformar terrenos em plataformas para o desenvolvimento de novos produtos à base de algas. A iniciativa é liderada pelo Instituto Tecnológico das Canárias, em colaboração com a Associação Portuguesa de Aquacultores, e conta com um investimento superior a 1,5 milhões de euros do Fundo Europeu para Assuntos Marítimos, Pescas e Aquicultura.

O ATL.A.HUB insere-se num pacote de apoios a centros de inovação que cumpram a missão de ampliar a produção sustentável de algas e produtos derivados na Europa. Está também presente nas instalações de Pozo Izquierdo, em Gran Canária, e tem uma duração prevista de 36 meses. O projeto, tanto em Portugal como em Espanha, visa apoiar as empresas no teste, expansão e comercialização de inovações através de estratégias específicas. Também tenciona explorar réplicas noutras regiões do Atlântico, de forma a identificar zonas com condições adequadas e enquadramentos regulamentares acessíveis.

A reunião de arranque entre os parceiros dos projetos, a Comissão Europeia e a CINEA (sigla inglesa de European Climate, Infrastructure and Environment Executive Agency), teve lugar na sexta-feira, 10 de outubro. A entidades acordaram um pacote que inclui um total de 5,7 milhões de euros para apoiar quatro projetos na transição para uma economia azul.

Além do ATL.A.HUB, está inserido no financiamento o MED-hubs, centros de inovação para encontros entre pequenas e médias empresas, startups, investidores, instituições, decisores políticos e comunidades costeiras. Um outro projeto, o Ocean Gardens, é pioneiro na aquicultura europeia de algas em mar aberto, ao testar uma quinta modular concebida para produzir 300 toneladas anuais de biomassa seca sustentável. Há ainda o SeaGrow, programa que vai por à prova sistemas inovadores de cultivo de algas ao avaliar a sua capacidade de absorver nutrientes e carbono.

“Os projetos lançados ao abrigo deste convite demonstram o compromisso da Europa em promover um crescimento sustentável enquanto protege os seus ecossistemas marinhos. Ao combinar investigação científica, inovação tecnológica e parcerias regionais, contribuirão para desbloquear novas oportunidades para as empresas e comunidades costeiras – abrindo caminho para um futuro azul mais inteligente e regenerativo”, anunciou a CINEA.

Recorde-se que, nesta segunda-feira, o Relatório Global Tipping Points revelou que o mundo já atingiu o primeiro “ponto de não retorno”, devido à mortalidade em grande escala dos recifes de coral de águas quentes, cruciais para cerca de mil milhões de pessoas e um quarto da vida marinha.

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