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A importância da educação para a sustentabilidade
A sustentabilidade do planeta, e a nossa continuidade enquanto espécie, precisa não só que resgatemos o nosso pensamento sistémico, como a nossa ambição moral. Por Gabriela Maciel, Project Manager da Green Gen.
16 Fev 2026 - 09:55
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Gabriela Maciel, project manager da Green Gen Escola de Sustentabilidade
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Gabriela Maciel, project manager da Green Gen Escola de Sustentabilidade
“As melhores mentes da minha geração estão a pensar em como fazer com que as pessoas cliquem em anúncios”, disse Jeff Hammerbacher, há já alguns anos, e se à primeira vista nos parece uma inevitabilidade do mercado de trabalho ou o fim último do marketing, a verdade é que se trata, acima de tudo, de uma crise de imaginação.
A compartimentação das competências, das disciplinas, dos talentos e, consequentemente, dos alunos, cria desde cedo uma lógica de soma-zero em que as ciências não convivem com as artes, ou que a economia e a filosofia são mutuamente exclusivas. São feitas escolhas antes que seja dada uma escolha, e no caminho até ao ponto B perdem-se sonhos, mas acima de tudo ousadia, de sonhar algo novo, do domínio do incognoscível. E isto tem impacto a dois níveis quando adultos: no pensamento crítico e sistémico, e na ambição moral.
O espaço que atualmente não criamos para a interseção de conhecimento é o espaço onde habita o pensamento crítico: é nesse lugar onde proliferam os questionamentos, os paradoxos, mas também as sinergias, as ideias, as soluções. Afinal de contas, os grandes filósofos dos nossos tempos foram, simultaneamente, políticos, economistas, físicos, médicos ou escritores, beneficiando de um pensamento transversal e de uma extensão de compreensão que permitia ler a sociedade com lentes diferentes.
Por outro lado, como os filósofos dedicavam a sua vida e estudo em busca da verdade, a procura pelo conhecimento era um fim em si mesmo e a sua ambição moral. A dificuldade que temos atualmente em relacionar diferentes sistemas diminui drasticamente o campo de visão com que vemos o mundo e o outro: e quando não conseguimos reconhecer problemas, não conseguimos ambicionar cooperar para encontrar soluções.
A sustentabilidade do planeta, e a nossa continuidade enquanto espécie, precisa não só que resgatemos o nosso pensamento sistémico, como a nossa ambição moral (como reconhece Rutger Bregman): temos de ambicionar continuar à procura de conhecimento, temos de ambicionar trabalhar com propósito, temos de ambicionar ter impacto positivo no mundo, temos de ambicionar criar soluções, temos de ambicionar um futuro que consigamos regenerar. Temos de ousar imaginar.
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