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Alemanha e Espanha batem recordes de mortes por calor neste verão
A Alemanha registou 14.000 mortes devido às ondas de calor e Espanha quantificou quase 4.500 mortes relacionadas com o calor desde junho.
20 Ago 2026 - 12:01
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Foto: Pixabay
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Cerca de 14.000 pessoas morreram este verão na Alemanha devido às ondas de calor, batendo o recorde de 2018, de acordo com estimativas publicadas nesta quinta-feira pelo Instituto Robert Koch (RKI), a autoridade sanitária alemã.
Em 2018, a Alemanha tinha registado 8.900 mortes estimadas relacionadas com o calor.
Os dados recolhidos em todo o país fornecem informações sobre o número estimado de mortes relacionadas com as ondas de calor até 09 de agosto.
As pessoas com 75 anos ou mais foram as mais afetadas, especificou o relatório semanal do Instituto Robert Koch.
Este ano, 9.600 das 14.000 mortes relacionadas com o calor ocorreram durante a semana de 22 a 28 de junho, particularmente quente na Alemanha, indicou.
Nesse período, foram registadas temperaturas recorde, ultrapassando em alguns locais os 41°C.
A dimensão das mortes relacionadas com o calor é estimada através de métodos estatísticos, comparando o número de mortes ocorridas durante as semanas de verão com e sem onda de calor.
Isto é necessário porque o calor não pode ser indicado como causa da morte nas certidões de óbito e, por isso, não aparece nas estatísticas sobre causas de morte.
O calor raramente causa a morte de forma direta, como acontece, por exemplo, num caso de insolação.
Na maioria dos casos, a morte é causada por uma combinação de temperaturas elevadas e doenças pré-existentes, tais como doenças cardiovasculares, pulmonares ou renais, que conduz à morte.
Espanha com quase 4.500 mortes devido ao calor desde junho
Nesta quinta-feira, também o Instituto de Saúde Carlos III, de Espanha, divulgou dados sobre mortes relacionadas com as ondas de calor, indicando quase 4.500 mortes entre 01 de junho e 19 de agosto, o valor mais elevado para este período desde 2022, referiu o Instituto de Saúde Carlos III.
No total, 4.458 mortes foram atribuídas às temperaturas elevadas desde o início de junho, contra 3.073 no mesmo período de 2025 e 1.890 em 2024, de acordo com os últimos dados.
O número aproxima-se do registado em 2022, quando foram estimadas 4.520 mortes relacionadas com o calor durante o mesmo período.
Os dados, publicados diariamente pelo Instituto de Saúde Carlos III e sujeitos a revisões periódicas, são estimativas produzidas através do sistema de Monitorização da Mortalidade (MoMo).
O sistema recolhe diariamente os dados sobre óbitos em Espanha e calcula a diferença entre a mortalidade observada e aquela que seria esperada com base nas séries históricas, incorporando também fatores como as temperaturas registadas pela Agência Estatal de Meteorologia (Aemet).
Tal como grande parte da Europa, Espanha está a atravessar um verão particularmente quente, marcado por várias ondas de calor consecutivas.
Julho de 2026 igualou julho de 2022 como o mês mais quente desde o início dos registos no país, segundo a Aemet.
O mesmo mês foi também “o julho mais seco desde o início dos registos, em 1961”, num verão marcado por incêndios florestais de dimensão excecional em várias regiões espanholas.
Espanha é um dos países europeus particularmente expostos aos efeitos das alterações climáticas e tem registado nos últimos anos ondas de calor mais frequentes e prolongadas, com temperaturas que ultrapassam regularmente os 40º Celsius.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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