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BEI, FMI e Banco Mundial querem alavancar nova cadeia global de minerais críticos
Instituições financeiras internacionais comprometem-se a liderar cooperação para mobilizar investimento e criar mercados mais transparentes e baseados em normas internacionais.
17 Abr 2026 - 16:01
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Foto: Freepik
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O Banco Europeu de Investimento (BEI), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial adotaram nesta sexta-feira uma declaração conjunta, onde se comprometem a ser os catalisadores de uma nova cadeia de minerais críticos a nível global.
Reconhecendo o seu papel como impulsionadores do investimento privado, as instituições afirmam que vão trabalhar em conjunto “para ajudar a construir cadeias de valor de minerais críticos até à indústria transformadora que sejam diversificadas, resilientes e responsáveis”, com o objetivo de reforçar o acesso a energia limpa, acessível e fiável, bem como apoiar a transformação digital e económica dos países clientes.
A declaração dos Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (MDB, na sigla inglesa) sublinha que será reforçada a cooperação entre governos, setor privado, trabalhadores e comunidades, com vista à criação de mercados mais transparentes e baseados em normas internacionais.
As instituições defendem ainda a necessidade de acrescentar valor para além da extração de recursos e de mobilizar capital em grande escala para projetos alinhados com metas de desenvolvimento e critérios ambientais, sociais e de governação (ESG, na sigla inglesa).
Segundo o documento, os países clientes terão um papel central na disponibilização de recursos minerais e na ambição de desenvolvimento industrial, enquanto os parceiros globais deverão contribuir com tecnologia, procura e capital. Já os bancos multilaterais assumem a função de “ponte” entre ambas as partes, através de apoio político e regulatório, promoção de cooperação regional, financiamento de infraestruturas e estímulo ao investimento privado.
Para reforçar esta coordenação, será criado um novo enquadramento conjunto de colaboração (Joint Collaboration Framework), que visa aproveitar as vantagens comparativas de cada instituição para garantir um apoio mais coordenado, rápido e eficaz às cadeias de valor dos minerais críticos.
Entre as áreas prioritárias destacam-se o reforço de políticas públicas e enquadramentos legais, fiscais e comerciais, bem como a adoção de melhores práticas internacionais em governação, transparência e padrões ambientais e sociais.
As instituições apontam também para a necessidade de desenvolver infraestruturas integradas, incluindo energia, transportes, logística, água e conectividade digital, que suportem estas cadeias de valor e promovam inovação e economia circular. O objetivo passa igualmente por maximizar benefícios locais, através da criação de emprego qualificado, apoio a pequenas e médias empresas e inclusão de comunidades e grupos vulneráveis.
Outro eixo central é a expansão e diversificação das cadeias de valor, com aposta na transformação e indústria, de forma a aumentar o valor acrescentado nos países produtores e reduzir a dependência da simples extração de matérias-primas.
Na vertente financeira, o foco estará na mobilização de capital e no aumento do investimento privado, através da melhoria da preparação de projetos, mitigação de riscos e articulação entre financiamento público e privado, tornando os projetos mais atrativos e viáveis.
No final da declaração, os MDB apelam a uma ação urgente e coordenada com todos os parceiros internacionais para acelerar o desenvolvimento destas cadeias de valor: “Comprometemo-nos com um envolvimento urgente e orientado para resultados com os países clientes e parceiros globais para expandir rapidamente cadeias de valor de minerais críticos até à indústria transformadora que sejam diversificadas, resilientes e responsáveis”, declaram convidando todas as partes interessadas a colaborar nesta missão.
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