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Bragança quer reduzir dependência do automóvel com 40 medidas até 2036

Plano prevê 21,1 km de nova rede ciclável, reestruturação do transporte público e o reforço das deslocações pedonais. Cerca de 74% das deslocações no município são feitas de automóvel.

09 Out 2026 - 11:00

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Foto Freepik

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O Município de Bragança quer transformar a mobilidade no seu território na próxima década, com um novo plano que visa reduzir a dependência do automóvel, que representa cerca de 74% das deslocações feitas no município.

Para tal lançou o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS), que entrou consulta pública nos próximos 30 dias, composto por 40 ações para alterar progressivamente o padrão atual até 2036, reforçando os modos ativos, o transporte público, a segurança rodoviária e a mobilidade elétrica.

Segundo o município, a forte dependência do automóvel contrasta com os níveis de utilização mínima dos transportes públicos, que representam aproximadamente 4% e os modos ativos cerca de 21%.

Neste sentido, o PMUS estabelece metas para 2036 que incluem a redução do peso das deslocações em automóvel, o aumento da utilização do transporte público, o crescimento da bicicleta e o reforço das deslocações pedonais. São igualmente estabelecidos objetivos de redução da sinistralidade rodoviária e das emissões de CO₂ associadas ao setor dos transportes.

As medidas estão organizadas em quatro eixos, nomeadamente, sistema urbano, modos ativos, transporte público e circulação e ainda estacionamento e logística.

Entre as propostas do primeiro eixo encontram-se a criação de um Observatório da Mobilidade, planos específicos para a mobilidade escolar e para a Zona Industrial, uma rede de contadores de veículos, peões e bicicletas e projetos-piloto de redesenho do espaço público.

Para a mobilidade ativa, estão previstas várias medidas, entre as quais a elaboração de um Plano de Acessibilidade Universal, a expansão e correção da rede ciclável, a melhoria do conforto bioclimático dos percursos pedonais, novos meios mecânicos para vencer os desníveis da cidade e a criação de programas de PediBus e BikeBus. A proposta de expansão da rede ciclável contempla 21,1 quilómetros de nova infraestrutura, executados de forma faseada.

Para a promoção do transporte público, o município prevê estudar uma reestruturação global da oferta do STUB, reativar a Linha Azul, instalar painéis de informação em tempo real nas paragens de autocarro mais utilizadas, entre outras.

Já no último eixo estão previstas soluções de estacionamento e cargas e descargas, micrologística no centro histórico, zonas de “Kiss & Ride” junto aos estabelecimentos de ensino e o reforço progressivo da mobilidade elétrica.

“O PMUS dá-nos uma visão para a próxima década, permite estabelecer prioridades e deixa o município mais preparado para transformar essas prioridades em projetos e aproveitar as oportunidades de financiamento que forem surgindo”, refere Isabel Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Bragança.

O município recorda que entraram recentemente em funcionamento seis novos autocarros 100% elétricos, acompanhados por quatro carregadores dedicados à frota municipal. O Município lançou ainda o procedimento para a instalação de 40 novos postos de carregamento de veículos elétricos, enquanto a rede pública foi reforçada com um posto ultrarrápido de 180 kW.

Em paralelo, prossegue a modernização tecnológica associada aos STUB e à Estação Rodoviária e está previsto o desenvolvimento da futura “Ilha de Energia”, que pretende associar produção fotovoltaica, armazenamento de energia e carregamento de veículos elétricos no Terminal da Estação Rodoviária.

 

 

 

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