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Bruxelas abre concurso para construção de 7 gigafábricas de IA na Europa
Este concurso vai ser cofinanciado por 18 estados-membros, sendo Portugal um deles. A Comissão reforça que as tecnologias de IA desenvolvidas nestas fábricas seguirão as normas da UE em matéria de proteção de dados, segurança, proteção e ética.
30 Jul 2026 - 15:36
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Foto: Magnific
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Foto: Magnific
A UE abriu, nesta quinta-feira, um concurso para a criação de sete gigafábricas de inteligência artificial (AI) por toda a Europa, com um investimento de 30 mil milhões de euros. Este concurso vai ser cofinanciado por 18 estados-membros, sendo Portugal um deles.
Segundo a Comissão, este investimento aumentará a capacidade de computação em IA da Europa e dará às empresas, à indústria e às autoridades públicas a oportunidade de lidar com modelos avançados de IA.
“O acesso ao poder de computação nas gigafábricas de IA é uma necessidade estratégica para a Europa à medida que o desenvolvimento da IA acelera”, afirma a comissária europeia para a Soberania Tecnológica, Henna Virkkunen.
A CE refere ainda que a iniciativa permitirá à Europa desenvolver IA avançada na sua própria infraestrutura, em conformidade com as regras e os valores da UE. A Comissão reforça ainda que as tecnologias de IA desenvolvidas nestas fábricas seguirão as normas da UE em matéria de proteção de dados, segurança, proteção e ética.
O concurso é composto por dois lotes, divididos em duas fases cada. O primeiro lote vai apoiar até quatro projetos, elegíveis para um financiamento individual da UE até 100 milhões de euros na primeira fase e até um montante adicional de 400 milhões de euros por projeto na segunda fase.
Já o segundo lote vai apoiar até três projetos, cada um elegível para receber um máximo de 200 ME de financiamento da UE na primeira fase e até 800 milhões de euros adicionais por projeto na segunda fase.
A gigafábrica selecionada neste lote deve estabelecer até o dobro dos processadores de IA mais avançados atualmente instalados na fábrica de IA mais poderosa da Europa, de acordo com a Comissão.
Estas gigafábricas de IA podem estar localizadas num único Estado-membro ou em vários e podem também incluir desenvolvimentos transfronteiriços, “através de instalações distribuídas de computação em IA”.
De acordo com o comunicado, a UE espera que as infraestruturas selecionadas iniciem as operações dentro de 18 meses a partir da assinatura dos contratos, prevista para 2027.
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