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Bruxelas prepara nova estratégia europeia para o hidrogénio

Consulta pública durante quatro semanas vai recolher contributos para servir de base às linhas orientadoras da nova política de hidrogénio na União Europeia. Objetivo é acelerar a implementação de projetos.

31 Out 2026 - 10:32

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Foto Adobe Stockfotogestoeber

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A Comissão Europeia deu mais um passo na preparação da nova Estratégia Europeia do Hidrogénio. A Direção-Geral da Energia lançou uma consulta pública até ao próximo dia 23 de novembro, para recolher contributos das partes interessadas e do público em geral.

A nova Estratégia para o Hidrogénio visa apoiar o desenvolvimento de uma cadeia de valor europeia do hidrogénio resiliente e competitiva, procurando também proporcionar estabilidade e previsibilidade aos investidores, segundo explica a CE em comunicado.

A nova estratégia será desenvolvida em paralelo com o quadro europeu para as energias renováveis no período até 2040, de forma a garantir que estas contribuam para alcançar a meta climática da União Europeia para 2040, respondendo também às pressões geopolíticas para reduzir a dependência das importações de combustíveis fósseis.

A CE refere que desde a publicação da Estratégia Europeia para o Hidrogénio, em 2020, foi estabelecido um “quadro regulamentar abrangente”. Porém, reconhece que, apesar deste enquadramento, “a produção e a utilização de hidrogénio renovável e hipocarbónico estão a desenvolver-se mais lentamente do que inicialmente previsto, com uma capacidade operacional limitada e dificuldades em levar os projetos a um grau de maturidade suficiente”.

Além disso, a Diretiva Energias Renováveis determina que a Comissão desenvolva uma estratégia da União Europeia para o hidrogénio produzido internamente e importado, de forma a “promover o mercado europeu do hidrogénio e a produção interna na UE, apoiar a concretização das metas para as energias renováveis e, simultaneamente, garantir a segurança do abastecimento, a autonomia estratégica da União Europeia no domínio da energia e condições de concorrência equitativas no mercado mundial do hidrogénio”, justifica a CE.

Recorde-se que Tribunal de Contas Europeu já havia recomendado, em 2024, que a CE atualizasse a Estratégia para o Hidrogénio, de modo a garantir a disponibilidade de soluções de descarbonização complementares para os processos industriais em que a eletrificação direta não seja viável ou economicamente eficiente.

 

 

 

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