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China quer pôr fim à concorrência feroz na energia fotovoltaica
Pequim alerta empresas fotovoltaicas para excesso de capacidade e pede coordenação para estabilizar o mercado.
20 Abr 2026 - 08:06
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Foto: Freepik
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A China reuniu empresas da energia fotovoltaica para transmitir “a importância e a urgência” de limitar a concorrência feroz num setor marcado por excesso de capacidade e guerras de preços para manter a quota de mercado.
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou nesta segunda-feira, num comunicado publicado no seu portal, a reunião realizada na sexta-feira com a associação do setor e com empresas-chave, como os fornecedores estatais de eletricidade Huaneng, Datang, Huadian e SPIC, a empresa de energia CHN Energy e a operadora nuclear CNNC.
As autoridades apelaram ao “avanço da campanha ‘anti-retrocesso’ no setor fotovoltaico”, referindo-se a um termo que se tornou popular nos últimos anos, descrevendo um ciclo de excesso de capacidade e guerras de preços que acaba por corroer as margens de lucro das empresas — uma situação que se tem repetido noutros setores, como o dos veículos elétricos.
“Na reunião, houve apelos para uma maior coordenação entre os departamentos governamentais e esforços concertados para reforçar continuamente a gestão do setor (…), em áreas como o controlo da capacidade, as orientações das normas, o desenvolvimento baseado na inovação, a fixação de preços, a supervisão da qualidade, as fusões e aquisições e a proteção da propriedade intelectual”, observou o comunicado.
Segundo a agência de notícias financeiras Bloomberg, esta é pelo menos a terceira vez que Pequim chama a atenção do setor nos últimos 12 meses, desta vez com foco nas empresas estatais que compram produtos relacionados com a energia solar.
Após a divulgação do comunicado, as principais empresas do setor registaram ganhos nas bolsas de valores chinesas durante a sessão da manhã, com a Xinjiang Daqo New Energy (mais 6,6%) a liderar os ganhos na China continental e a Flat Glass (mais 8,3%) a fazer o mesmo na bolsa de Hong Kong.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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