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China quer reciclar 250 mil toneladas de painéis solares até 2027
Ministério da Indústria lançou diretrizes para reutilização de materiais e reforço da indústria verde, com o objetivo de transformar a matriz energética nacional.
04 Mar 2026 - 11:46
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Foto: Getty Images/WangAnQi
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Foto: Getty Images/WangAnQi
A China ambiciona reciclar 250 mil toneladas de painéis solares em fim de vida até 2027, anunciou o Ministério da Indústria, a par de outros cinco departamentos, sem detalhar custos. A diretrizes, divulgadas na terça-feira, incluem também o desmantelamento de estruturas superficiais, a separação de alta eficiência de peças laminadas e a extração de componentes. Estes elementos serão depois aplicados aos setores da fundição de metal, produção de equipamentos e materiais de construção.
Pequim promete juntar “esforços para desenvolver um conjunto de normas técnicas para o design ecológico e a utilização abrangente de módulos fotovoltaicos, bem como para promover um grupo de empresas líderes” envolvidas na utilização destas componentes, explica o Executivo, em comunicado.
A China tem vindo a acelerar a sua capacidade de energia solar e eólica, com um aumento de anual respetivo de 41,9% e 22,4%, segundo o Comité Central. E este ano a solar deve ultrapassar o carvão pela primeira vez, ao marcar um ponto de inversão histórico na matriz energética do país. As regiões do noroeste chinês, como Qinghai, Xinjiang e Ningxia, transformaram-se em polos do desenvolvimento solar em grande escala, enquanto províncias costeiras como Guangdong, Jiangsu e Shandong estão a expandir os seus parques eólicos ‘offshore’ para responder à procura crescente de eletricidade.
Em 2025, a energias verdes impulsionaram mais de 90% do aumento do investimento na China, concluiu uma análise publicada no Carbon Brief. Pela segunda vez em três anos, o relatório mostrou que a produção, instalação e exportação de baterias, carros elétricos, energia solar, eólica e tecnologias relacionadas representaram mais de um terço do crescimento económico da China.
Os setores de energia limpa contribuíram com um recorde de 15,4 biliões de yuans (cerca de 1,9 biliões de euros no câmbio atual), no passado ano, cerca de 11,4% do produto interno bruto (PIB) da China, comparável às economias do Brasil ou do Canadá.
Os painéis solares têm uma duração aproximada de 25 anos, e a sua reciclagem costuma incluir a recuperação de plástico, vidro, alumínio, cobre e prata, os materiais com mais valor nas placas fotovoltaicas.
No seu discurso durante a reunião anual Fórum Económico Mundial (FEM), em Davos, o vice-primeiro-ministro da República Popular da China, He Lifeng, prometeu que o país “irá prosseguir o desenvolvimento verde e partilhar com o mundo as oportunidades decorrentes da transição verde e de baixo carbono”.
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