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Dezenas de líderes discutem crise energética e segurança no Estreito de Ormuz
Reunião internacional em Paris nesta sexta-feira procura garantir liberdade de navegação e estabilizar rotas globais de energia e comércio.
17 Abr 2026 - 09:50
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Presidente francês, Emmanuel Macron | Foto: Facebook da Presidência de França
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Presidente francês, Emmanuel Macron | Foto: Facebook da Presidência de França
Dezenas de líderes internacionais reúnem-se nesta sexta-feira, em Paris, para discutir a crise energética e a segurança no Estreito de Ormuz, numa iniciativa conjunta destinada a garantir a liberdade de navegação e a estabilização das principais rotas globais de energia e comércio.
A reunião é copresidida pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e integra cerca de 40 países. O encontro decorre no contexto de esforços diplomáticos e de segurança para reforçar o cessar-fogo no Médio Oriente e reduzir o impacto do conflito sobre a economia mundial.
Em cima da mesa estão medidas de cooperação em matéria de segurança marítima, proteção de cadeias de abastecimento críticas e apoio ao setor industrial. Os líderes irão também discutir o reforço do papel da Organização Marítima Internacional na proteção de navios e tripulações.
“A reabertura incondicional e imediata do Estreito é uma responsabilidade global, e precisamos de agir para voltar a fazer circular livremente a energia e o comércio mundiais”, refere o líder britãnico numa comunicação divulgada nesta sexta-feira.
O objetivo central da iniciativa é assegurar a reabertura do Estreito de Ormuz e garantir condições duradouras de segurança para o transporte marítimo, considerado essencial para o fluxo global de energia.
Segundo as posições que deverão ser apresentadas na cimeira, a reabertura do estreito é vista como uma responsabilidade internacional que exige ação coordenada para restabelecer a circulação de energia e comércio. Está prevista a criação de uma missão multinacional de carácter defensivo, a ativar quando as condições o permitirem, incluindo operações de apoio à desminagem.
Na próxima semana, está prevista uma reunião de planeamento militar multinacional no Reino Unido para definir os próximos passos operacionais da iniciativa.
Recorde-se que, segundo avançou Úrsula von der Leyen no início da semana, a escalada do conflito no Médio Oriente já custou à União Europeia mais de 22 mil milhões de euros adicionais em importações de combustíveis fósseis em apenas 44 dias, sem qualquer aumento de fornecimento energético. Sublinhou na altura: “44 dias, 22 mil milhões de euros – nem uma única molécula de energia adicional”, num balanço que evidencia o impacto imediato da instabilidade geopolítica nos mercados energéticos europeus.
O setor da aviação tem sido apontado como uma dos que mais é afetado pela guerra no Irão, sendo já esperados constrangimentos e cancelamentos de voos nas próximas semanas por falta de combustível.
Entretanto, a União Europeia está já a elaborar um plano para enfrentar uma eventual escassez de combustível de aviação antes do verão e maximizar a produção das refinarias.
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