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Electrão reciclou mais 25% de pilhas e baterias em 2025
Crescimento é liderado pelas baterias industriais, que aumentaram 26%. Rede de recolha ultrapassa os 10 mil pontos em todo o país.
27 Fev 2026 - 15:19
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A entidade gestora de resíduos Electrão recolheu e encaminhou para reciclagem 1.705 toneladas de pilhas e baterias em 2025, um aumento de 25% face às 1.369 toneladas registadas em 2024. Os resultados surgem num contexto de crescente pressão regulatória europeia para garantir a recuperação de matérias-primas críticas como o lítio e o cobalto.
O crescimento foi mais expressivo nas baterias industriais, provenientes de atividades empresariais e industriais, que passaram de 957 para 1.201 toneladas, uma subida de 26%. Já as pilhas portáveis, presentes em equipamentos como telemóveis, computadores, brinquedos e comandos, registaram um aumento de 17%, de 412 para 481 toneladas.
Com menor peso, mas com tendência de crescimento, estão as baterias de veículos elétricos e de meios de transporte ligeiro, como bicicletas e trotinetes elétricas, que representam já 1% do total recolhido (23,3 toneladas no total).
A rede de pontos de recolha do Electrão cresceu 18% em 2025, atingindo 10.307 locais em todo o país. O aumento de 572 novos pontos resulta de parcerias com municípios, empresas, distribuidores e operadores de gestão de resíduos. A lei obriga todas as lojas que vendam pilhas e baterias a aceitar a sua devolução por parte dos consumidores.
“Estes resultados são fruto do esforço operacional do Electrão, mas constituem também um sinal claro de que Portugal está a posicionar‑se para responder ao maior desafio europeu da próxima década — a autonomia em termos de matérias-primas críticas”, salientou o diretor de Eléctricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado.
O contexto regulatório reforça a urgência destes resultados. O regulamento europeu de pilhas e baterias, em vigor desde 2023, estabelece regras rigorosas sobre o ciclo de vida destes produtos, a transparência das matérias-primas e a proibição de substâncias perigosas. Em paralelo, o regulamento europeu das matérias-primas críticas fixou como meta que 25% desses recursos provenham da reciclagem.
As baterias de iões de lítio, presentes em quantidade crescente no quotidiano dos consumidores, representam também um risco de segurança quando danificadas ou descartadas de forma inadequada. A exposição a temperaturas elevadas pode causar sobreaquecimento e, em casos extremos, incêndio. O encaminhamento para os locais de recolha adequados é, por isso, simultaneamente uma questão ambiental e de segurança pública.
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