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Empresas pressionam Comissão Europeia para aliviar lei sobre sustentabilidade empresarial

Carta agora revelada mostra que TotalEnergies, Siemens e outras 44 empresas pediram a revogação da Diretiva de Diligência devida em Sustentabilidade Corporativa.

10 Out 2025 - 09:03

2 min leitura

Foto: Pexels

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Uma carta agora revelada mostra que a TotalEnergies e a Siemens, juntamente com outras 44 grandes empresas europeias, pressionaram a Comissão Europeia e os governos de França e da Alemanha para aliviar ou revogar a principal lei europeia sobre sustentabilidade empresarial.

O documento, datado de 6 de outubro de 2025 e dirigido ao Presidente francês Emmanuel Macron e ao Chanceler alemão Friedrich Merz, pedia a revogação total da Diretiva de Diligência devida em matéria de Sustentabilidade Corporativa (Corporate Sustainability Due Diligence Directive – CSDDD).

Na carta, os presidentes-executivos da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, e da Siemens, Roland Busch, afirmam que a diretiva representa um “obstáculo à competitividade europeia” e apelam a uma “mudança de rumo” por parte da União Europeia. O documento, agora divulgado pela Reuters, sublinha que a eliminação da lei enviaria “um sinal claro de que os governos e a Comissão estão empenhados em restaurar a competitividade na Europa”.

A Diretiva CSDDD, aprovada em 2024, obriga as grandes empresas a identificar e prevenir violações de direitos humanos e danos ambientais nas suas cadeias de abastecimento, prevendo multas até 5% do volume de negócios global para as entidades que não cumpram as suas obrigações.

Dias depois de a carta ser envaida, Bruxelas chegou a um acordo político para suavizar a lei, reduzindo o número de empresas abrangidas e flexibilizando várias exigências. O compromisso foi visto como uma resposta direta à pressão do setor empresarial europeu, que tem criticado o peso da regulação ambiental e social sobre a competitividade.

Defensores da diretiva alertam, contudo, que o enfraquecimento da lei coloca em risco os compromissos da UE em matéria de direitos humanos e transição climática.

O acordo vai ser votado ainda este mês, antes de avançarem para as negociações com os Estados-membros sobre as atualizações à lei.

 

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