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Fertagus retirou mais de 95 milhões de automóveis da Ponte 25 de Abril e evitou mais de um milhão de toneladas de CO₂ em 27 anos

No dia em que a Ponte 25 de Abril assinala 60 anos, a Fertagus destaca o impacto da travessia ferroviária, iniciada em 1999, que revolucionou a mobilidade entre as duas margens do Tejo.

06 Ago 2026 - 07:35

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Foto: Fertagus

Foto: Fertagus

A travessia ferroviária da Ponte 25 de Abril já retirou mais de 95 milhões de automóveis da principal ligação entre Lisboa e a margem sul do Tejo e evitou a emissão de mais de um milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) desde o arranque da operação da Fertagus, em 1999. No dia em que a ponte assinala 60 anos, a transportadora destaca o impacto do chamado “comboio da ponte”, que já transportou mais de 560 milhões de passageiros e transformou a mobilidade entre as duas margens do rio.

A Ponte 25 de Abril é o troço icónico do trajeto dos comboios da Fertagus, empresa que inaugurou a travessia ferroviária naquela infraestrutura e que transportou 560 milhões de passageiros desde 1999, mais do que a população da União Europeia.

Inaugurada em 06 de agosto de 1966 para ligar as cidades de Lisboa e Almada, a Ponte 25 de Abril (com o nome inicial de Ponte Salazar), a primeira a ser construída sobre o estuário do Tejo, completa hoje 60 anos, mas só mais de 30 anos depois é que os comboios começariam a fazer a travessia entre as duas margens, revolucionando a mobilidade entre a margem sul do rio Tejo e a capital.

“Para a Fertagus, a relação com a Ponte de 25 de Abril é muito forte, nós quando precisamos de explicar quem é a Fertagus, [dizemos que] a Fertagus é o comboio da ponte”, disse à Lusa Clara Esquível, administradora na Fertagus, a primeira empresa privada a realizar transporte ferroviário de passageiros no país e também a inaugurar a travessia da ponte com este modo de transporte.

O início da operação ferroviária na ponte, em 27 de julho de 1999, “veio, de facto, trazer uma grande rapidez nas deslocações”, apontou a responsável da transportadora que começou por fazer a ligação entre Fogueteiro (concelho do Seixal, distrito de Setúbal) e Entrecampos (Lisboa), servindo sete estações e com um tempo de percurso de 27 minutos.

Em 2003, a ligação estendeu-se a Roma-Areeiro (Lisboa) e, em 2004, completou-se a extensão a Setúbal, passando a ligar aquela cidade à capital em 57 minutos.

Nos últimos anos, a empresa, que transportou 3,5 milhões de passageiros no primeiro ano em operação, tem sentido um crescimento da procura, devido sobretudo à redução dos preços dos passes, no âmbito do Programa de Apoio à Redução Tarifária criado em 2019, e ao aumento da população na margem sul do Tejo.

“Nós crescemos, de 2018 para 2025, 50% da nossa procura, passámos de 21 milhões de passageiros para 31,8 milhões de passageiros, portanto é muito significativo este crescimento e este impacto que os títulos Navegante trouxeram para o serviço da Fertagus”, realçou Clara Esquível.

Só no primeiro semestre deste ano já foram contabilizados 15,6 milhões de passageiros.

Este aumento trouxe desafios à operação da transportadora, que admite que necessita de reforçar a oferta em horas de ponta, o que “nem sempre é fácil num curto espaço de tempo”, até porque o processo é muito mais complexo do que simplesmente ir comprar mais comboios.

“Julgamos que o reforço de oferta será possível, o Governo está a trabalhar em medidas e julgamos que, durante o próximo ano, já poderão haver medidas que irão melhorar esta situação”, afirmou a administradora.

Aliado à rapidez, a Fertagus considera que a complementaridade com outros serviços de transporte e a fiabilidade do serviço são também razões para a preferência pelo comboio na travessia do rio Tejo.

“O nosso serviço é extremamente fiável, nós, desde sempre, realizamos mais de 99% dos nossos horários, ainda em 2025 nós tivemos uma taxa de realização de horários de 99,3%, isto é um valor extremamente elevado, não só a nível nacional, como uma referência também a nível internacional”, enfatizou Clara Esquível.

Adicionalmente, apontou, a Fertagus foi pioneira na criação de parques de estacionamento nas estações da margem sul, que os clientes podem usar com o mesmo título de transporte, contando atualmente com mais de 6.500 lugares, e foi a primeira empresa a contratar mulheres para a condução dos comboios, logo desde 1999, tendo hoje em dia uma mulher chefe de maquinistas.

Segundo dados da empresa, são transportados diariamente nos seus comboios mais de 133 mil passageiros, em média.

Desde 1999, os comboios da Fertagus já percorreram cerca de 58 milhões de quilómetros, o equivalente a 1.450 voltas à Terra.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

 

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