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França apela ao Banco Mundial que não abandone meta climática após pressão de Trump

A ministra francesa Éléonore Caroit, responsável pelas Parcerias Internacionais do país, espera que o Banco Mundial mantenha a meta de financiamento climático que deverá expirar no fim deste mês, independentemente da oposição dos EUA.

25 Jun 2026 - 17:32

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Éléonore Caroit, ministra francesa responsável pela Francofonia, Parcerias Internacionais e Franceses no Estrangeiro | Foto: Governo Francês

Éléonore Caroit, ministra francesa responsável pela Francofonia, Parcerias Internacionais e Franceses no Estrangeiro | Foto: Governo Francês

A ministra francesa responsável pelas Parcerias Internacionais , Éléonore Caroit, lançou nesta quinta-feira um apelo de última hora ao Banco Mundial, para que a instituição resista à pressão do seu maior acionista, os Estados Unidos, e que mantenha a meta de financiamento climático que deverá expirar no fim deste mês.

A administração do Presidente norte-americano Donald Trump tem vindo a exigir que o Banco Mundial abandone a meta de destinar 45% dos seus recursos anuais de empréstimo a projetos relacionados com o clima, concentrando-se antes no financiamento tradicional ao desenvolvimento, incluindo um regresso ao apoio a projetos ligados aos combustíveis fósseis.

O Plano de Ação para as Alterações Climáticas (Climate Change Action Plan – CCAP) já foi prolongado por um ano, mas tudo indica que poderá expirar sem uma substituição clara, algo que preocupa muitos acionistas europeus e outros membros do Banco Mundial.

“Enquanto acionistas destas instituições, é naturalmente nossa responsabilidade garantir que as operações mantêm um nível de ambição suficiente no que diz respeito ao financiamento climático”, afirmou a ministra francesa do Desenvolvimento, Éléonore Caroit, à Reuters, durante um evento da Semana da Ação Climática de Londres. 

“E isto é particularmente importante quando outros acionistas têm opiniões diferentes sobre o clima, como acontece atualmente”, acrescentou, acerca da administração norte-americana de Donald Trump.

Já em outubro de 2025, um grupo de 19 dos 25 acionistas do Banco Mundial assinou uma declaração a favor da continuação do apoio aos objetivos climáticos da instituição. No entanto, os representantes dos Estados Unidos, Japão, Índia, Arábia Saudita, Rússia e Kuwait recusaram-se a assinar o documento.

No entanto, a ministra francesa garante que os acionistas favoráveis à manutenção da meta climática permanecerão “extremamente atentos” ao que acontecerá a seguir, de acordo com a Reuters.

“Vamos continuar a assegurar que a direção tomada pelo Plano de Ação para as Alterações Climáticas do Banco Mundial seja a correta. É algo que temos defendido em Washington e que continuaremos a defender em Banguecoque dentro de alguns meses”, declara Éléonore Caroit.

Estão marcadas para outubro deste ano, em Banguecoque, na Tailândia, as reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Além disso, destacou que a oposição dos Estados Unidos tem “bloqueado progressos noutras iniciativas ambientais globais”, incluindo o tratado internacional sobre a poluição por plásticos, desde o regresso de Trump à presidência.

“Não devemos desistir. Devemos continuar focados, juntamente com os países que querem prosseguir este caminho, e garantir que isso produza resultados”, afirma a ministra francesa em entrevista à Reuters.

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