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Governo promete defender interesse estratégico da refinaria de Sines na fusão entre Galp e Moeve
Ministro das Finanças garante que o executivo acompanhará o processo e usará todos os mecanismos legais para salvaguardar a única refinaria em operação em Portugal.
15 Jul 2026 - 14:29
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Joaquim Miranda Sarmento | ARTV
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Joaquim Miranda Sarmento | ARTV
O ministro das Finanças disse nesta quarta-feira que o Governo está a acompanhar o processo de fusão dos negócios de refinação e comercialização da Galp e Moeve e que tudo fará para “proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines”.
Questionado sobre a fusão das duas empresas numa audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Joaquim Miranda Sarmento assegurou que o Governo está a acompanhar o processo.
“Tudo faremos dentro daquilo que é a legalidade e a atuação do Estado para proteger o interesse estratégico da refinaria de Sines”, garantiu o ministro.
O governante recordou que um estado de direito “tem de atuar de acordo com a lei”, mas disse que o executivo não deixará de “tudo procurar fazer para proteger o interesse estratégico de longo prazo da única refinaria que Portugal ainda tem, depois do fecho da refinaria de Matosinhos”.
O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve para fusão dos negócios de refinação e comercialização deverá está concluído no segundo semestre deste ano, segundo disse esta segunda-feira a petrolífera portuguesa.
Num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a Galp indicou que “as discussões com os acionistas da Moeve continuam a avançar de forma construtiva, mantendo-se todas as partes empenhadas em avançar com uma transação que criaria um valor estratégico e financeiro significativo”.
Segundo o grupo, “dada a dimensão da integração proposta, prevê-se agora que um eventual acordo seja assinado durante o segundo semestre de 2026”.
O acordo em discussão com a antiga Cepsa prevê a criação de duas plataformas empresariais separadas: uma dedicada ao retalho de combustíveis e mobilidade, que reunirá as redes de postos de abastecimento e será co-controlada pela Galp e pela Moeve, e uma plataforma industrial, focada em refinação, petroquímica, ‘trading’ e combustíveis de baixo carbono (como biocombustíveis e hidrogénio).
Nesta plataforma industrial, a Galp terá uma participação minoritária, superior a 20%, enquanto a maioria do capital ficará nas mãos dos acionistas da espanhola Moeve.
Entre os ativos potencialmente integrados encontra-se a refinaria de Sines, considerada estratégica para o abastecimento energético nacional.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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