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Ignacio Galán defende Pacto Europeu de Redes como chave para a segurança energética da Europa

Presidente executivo da Iberdrola apela à ação conjunta de Bruxelas e dos Estados-membros para desbloquear investimentos de 1,2 biliões de euros e acelerar a eletrificação do continente.

15 Dez 2025 - 18:15

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Ignacio Galán, presidente executivo da Iberdrola | Foto: Iberdrola

Ignacio Galán, presidente executivo da Iberdrola | Foto: Iberdrola

A rede elétrica é um dos pilares que interliga a Europa. Estende-se por toda a União, desde Portugal até à Ucrânia e aos Balcãs, e da Noruega até Itália. A Comissão Europeia propôs oficialmente a 10 de dezembro que se reforcem estas ligações através do Pacto Europeu de Redes. Nesta segunda-feira, o presidente executivo da Iberdrola mostrou o seu apoio ao pacote que, a seu ver, simboliza “um marco fundamental para promover a segurança do abastecimento e a competitividade da Europa através da eletrificação”.

Para Ignacio Galán, “agora, é essencial que a Comissão e os Estados-membros colaborem para aplicar estas medidas e eliminar quaisquer obstáculos aos investimentos nas redes”. Estima-se que vão ser necessários 1,2 biliões de euros para impulsionar as redes até 2040, incluindo 730 mil milhões só para as redes de distribuição e 240 mil milhões para as de hidrogénio, entre as quais se prevê um corredor entre Portugal e Alemanha.

A União Europeia (UE) não atingiu ainda o nível de interconectividade entre Estados-membros que levaria a uma verdadeira “União da Energia”, uma vez que vários países estão longe de cumprir a meta de 15 % de ligação até 2030. O apagão ibérico de abril, que afetou mais de 60 milhões de pessoas, ilustra a urgência das melhorias. O custo da inação levou a que, em 2022, as fontes fósseis ocupassem a maior fatia do consumo bruto de energia disponível (70 %) no bloco. Destes combustíveis, 98 % do total utilizados foram importados.

A Comissão visa multiplicar os fundos comunitários destinados às redes no próximo orçamento plurianual, até atingir os 30 milhões de euros, no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, e a construção de oito autoestradas energéticas para integrar melhor as ilhas de energia, como a Península Ibérica, no sistema coletivo e reduzir as importações de fósseis, salienta a Iberdrola em comunicado.

O presidente da Iberdrola aplaudiu ainda a promoção de ferramentas que elegem “projetos críticos para reduzir gargalos, agilizar os procedimentos de concessão de licenças e incentivar investimentos com marcos regulatórios estáveis”. Galán recorda ainda o papel essencial das redes de baixa tensão “para que as indústrias e os cidadãos da UE possam beneficiar de uma eletricidade limpa, autóctone e acessível”.

O atual orçamento de longo prazo da UE, de 2021-2027, apoia as redes energéticas com 5,8 mil milhões de euros para projetos transfronteiriços do Mecanismo Interligar a Europa (MIE).

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