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Linhas de crédito estão a chegar a “número muito limitado” de empresas afetadas pelo mau tempo
Associações empresariais avisam que "processos continuam a ser tratados pelas instituições bancárias como operações de crédito convencionais, com exigências adicionais de garantias, incluindo hipotecas”.
09 Mar 2026 - 16:44
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Foto: Município da Marinha Grande / Facebook
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Foto: Município da Marinha Grande / Facebook
Várias associações empresariais e um centro tecnológico alertaram, nesta segunda-feira, que as linhas de crédito para empresas afetadas pelo mau tempo estão a chegar a um “número muito limitado”, além de que persistem “atrasos na atuação das seguradoras”.
“(…) As linhas de crédito criadas para apoiar as empresas afetadas estão a chegar a um número muito limitado de empresas. Em muitos casos, os processos continuam a ser tratados pelas instituições bancárias como operações de crédito convencionais, com exigências adicionais de garantias, incluindo hipotecas”, lê-se numa nota de imprensa enviada à agência Lusa.
Segundo a nota, “esta abordagem contraria o objetivo das medidas de apoio excecional e cria obstáculos adicionais às empresas num momento em que necessitam de respostas rápidas e eficazes”, referindo ainda serem “ainda poucas as empresas que, efetivamente, receberam os montantes solicitados”.
A nota de imprensa surge quase seis semanas depois de a depressão Kristin ter atingido gravemente a região de Leiria, território onde muitas empresas “continuam sem respostas efetivas que lhes permitam recuperar dos danos sofridos e retomar plenamente a sua atividade”, e de uma reunião, para fazer um “ponto de situação das medidas de apoio anunciadas e identificar os principais constrangimentos”.
Na reunião participaram as associações Empresarial da Região de Leiria/Câmara de Comércio e Indústria, de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria, Empresarial do Concelho de Pombal e dos Industriais de Construção e Obras Públicas de Leiria e Ourém.
Estiveram ainda as associações das Empresas Metalúrgicas e Electromecânicas, das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria, da Indústria de Plásticos e da Indústria de Moldes, e também o Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos.
Outro problema identificado prende-se com os “atrasos na atuação das seguradoras, nomeadamente na realização de peritagens presenciais e na disponibilização de adiantamentos relativos aos sinistros participados”.
“Estes adiantamentos são fundamentais para permitir às empresas iniciar rapidamente os trabalhos de reparação e recuperação das suas instalações e equipamentos”, sustentam.
Por outro lado, a nota refere que um aviso no âmbito do IFIC – Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade “apresenta limitações que poderão impedir o acesso de muitas empresas afetadas aos apoios previstos”.
Assim, as associações empresariais defendem o alargamento dos códigos de atividade económica (CAE) elegíveis, a possibilidade de aceitação de autodeclaração de danos validada por contabilista certificado ou revisor oficial de contas, o aumento do limite das obras de reconstrução para 50% do investimento elegível e a eliminação dos critérios relativos ao contributo para o crescimento das exportações e para a criação líquida de postos de trabalho.
Aquelas entidades salientam que “o momento exige rapidez na execução das medidas, pragmatismo na sua aplicação e capacidade de adaptação à realidade das empresas”, alertando que os instrumentos criados apenas serão “eficazes se conseguirem responder às necessidades concretas de quem está no terreno a reconstruir instalações, recuperar equipamentos e retomar a atividade económica”.
Os subscritores consideram ainda fundamental que a Estrutura de Missão defina o modelo de “atuação concreta” que “pretende assumir com os agentes da região”.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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