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Ministros europeus tentam nivelar preços da energia enquanto discrepâncias entre países se agravam
Impostos e encargos energéticos criam fosso de preços na UE, com alemães a pagarem quatro vezes mais pela eletricidade do que húngaros.
16 Dez 2025 - 08:35
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A União Europeia (UE) está a enfrentar um problema estrutural que revela as fragilidades do mercado interno de energia: as famílias alemãs pagam quatro vezes mais pela eletricidade do que as húngaras, enquanto no gás natural a diferença entre a Suécia e a Hungria atinge um multiplicador de sete. Por detrás destas disparidades estão impostos sobre a energia e encargos adicionais que variam entre os Estados-membros, alimentando a urgência de concluir um verdadeiro mercado energético europeu.
Os ministros da Energia da UE têm-se mostrado determinados a corrigir estas assimetrias, que se tornaram ainda mais visíveis desde a invasão russa à Ucrânia. O choque energético atingiu de forma desigual o bloco: a República Checa, Dinamarca, Lituânia e Roménia viram os preços dispararem em média 87%, com a Bélgica a registar aumentos de quase 100% nas contas do gás. Em contraste, países dependentes de renováveis como Portugal e Espanha, ou de energia nuclear como a França, têm conseguido amortecer o impacto nos consumidores.
Segundo a Euronews, Alemanha, Bélgica e Dinamarca lideram o ranking dos que mais pagam por eletricidade, enquanto Hungria, Bulgária e Malta pagam menos. No gás natural, as distorções são ainda mais acentuadas, com Suécia, Países Baixos e Dinamarca no topo da tabela, contra Hungria, Croácia e Roménia na base.
“Precisamos de descarbonizar a nossa energia e, ao mesmo tempo, reduzir os preços”, afirmou o comissário europeu Dan Jørgensen aos jornalistas no Conselho da Energia na segunda-feira, reconhecendo a difícil equação política que Bruxelas tem pela frente.
Michael Damianos, ministro cipriota da Energia, defendeu o recente Pacote Europeu de Redes, apresentado pela Comissão a 10 de dezembro, argumentando que “a crise energética demonstrou que precisamos de agir coletivamente como uma união”.
Conforme um documento divulgado pela Euronews, a Comissão Europeia identificou interligações de rede ineficientes, licenciamento lento, planeamento nacional fragmentado e investimento desigual como os principais obstáculos à competitividade. O problema de fundo, porém, deve-se ao facto de a política energética continua a ser competência nacional, com a tributação a ser aplicada de forma diferente em cada país.
Um estudo recente do Instituto de Estudos de Segurança defende que a UE deve apostar na eletrificação da economia e na geração local de energia como “o antídoto mais eficaz contra a interferência russa no sistema energético”.
Os legisladores europeus preparam-se para reabrir negociações sobre a lei de concessão do mercado da eletricidade, enquanto Bruxelas continua focada em enfraquecer a legislação ambiental sob o pretexto de um reavivar da competitividade europeia, indica a Euronews.
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