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Organizações ambientais pedem à Comissão Europeia que reforce legislação climática com urgência
Segundo as organizações, “o Quadro Europeu para a Resiliência Climática deve dar prioridade a soluções sistémicas e baseadas na natureza, como a agricultura biológica, e apoiá-las com um financiamento sólido e específico”.
14 Set 2026 - 10:45
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A dois dias do discurso de Ursula von der Leyen acerca do Estado da União Europeia, mais de 30 organizações, entre as quais a World Wild Fund (WWF União Europeia) e a IFOAM Organics Europe, enviaram uma carta a Bruxelas a recomendar que torne as soluções baseadas na natureza uma prioridade na próxima proposta legislativa do Quadro Europeu para a Resiliência Climática.
Segundo as organizações, a carta surge na sequência de um verão que bateu recordes de calor e “expôs o quão despreparada a Europa está para o clima que já enfrenta”. A Europa Ocidental registou o período de junho-julho mais quente desde que há registo, com incêndios florestais “a devastar milhares de hectares” em todo o continente.
Além do impacto económico e nas infraestruturas, que segundo as associações tem sido “revelador”, a carta chama também à atenção para o “custo humano”. De acordo com os signatários, foram registadas pelo menos 35 000 mortes em excesso em toda a Europa durante as ondas de calor consecutivas deste verão.
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“Os verões recentes na Europa demonstraram que a resiliência climática já não pode ser tratada como um problema para o futuro. A Comissão reconheceu o papel vital que as soluções baseadas na natureza desempenham na proteção das comunidades e dos ecossistemas contra catástrofes climáticas”, afirma Claire Baffert, Responsável Sénior pelas Políticas da UE, Água e Adaptação às Alterações Climáticas da WWF UE.
“Com a consulta interserviços sobre o Quadro Europeu para a Resiliência Climática prevista para começar antes do final de setembro, este é o momento de garantir que este reconhecimento se traduz na própria legislação”, acrescentou, em nome das mais de 30 organizações.
Segundo as organizações, “o Quadro Europeu para a Resiliência Climática deve dar prioridade a soluções sistémicas e baseadas na natureza, como a agricultura biológica, e apoiá-las com um financiamento sólido e específico”.
No seu discurso sobre o Estado da União do ano passado, a Presidente von der Leyen salientou que as alterações climáticas estão a tornar cada verão mais quente, mais severo e mais perigoso, e que a Europa deverá intensificar os seus esforços em matéria de resiliência climática, adaptação e soluções baseadas na natureza.
Em julho, em resposta aos eurodeputados, Von der Leyen também reforçou que as soluções baseadas na natureza desempenham um papel essencial na adaptação às alterações climáticas, reforçando a resiliência a ondas de calor, secas e inundações.
Assim, os signatários apelam à Comissão Europeia para que “transforme a sua retórica sobre as soluções baseadas na natureza em legislação”, refletindo esse compromisso na proposta legislativa.
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