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Plástico representa 89,5% do lixo marinho nas praias portuguesas
As beatas e filtros de cigarro registaram um aumento, passando de 7,2% em 2024 para 9,8% em 2025. Entre os resíduos mais comuns encontram-se ainda as embalagens de batatas fritas e guloseimas, segundo a APA.
03 Ago 2026 - 17:17
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Foto: Adobe Stock/Vencav
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Foto: Adobe Stock/Vencav
O plástico é o material predominante nas zonas costeiras nacionais, representando 89,5% dos itens identificados em 2024 e 88% em 2025, indicam os resultados do Programa de Monitorização de Lixo Marinho em Praias de Portugal Continental, relativos aos anos de 2024 e 2025.
O relatório, desenvolvido no âmbito de um protocolo de cooperação entre a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Fundação Oceano Azul, destaca que os fragmentos resultantes da degradação de plásticos constituem uma parcela muito significativa dos resíduos encontrados, correspondendo a 55% em 2024 e a 47,8% em 2025.
Com campanhas realizadas regularmente em 15 praias distribuídas pelas cinco regiões do território continental, a monitorização permitiu identificar o “Top 10” dos resíduos mais frequentes. As beatas e filtros de cigarro registaram um aumento, passando de 7,2% em 2024 para 9,8% em 2025. Entre os resíduos mais comuns encontram-se ainda as embalagens de batatas fritas e guloseimas, as cápsulas e tampas de garrafas e os cotonetes com haste de plástico, que continuam a surgir em quantidades significativas, apesar da proibição da sua comercialização.
No que respeita à origem dos resíduos com fonte identificável, o turismo e as atividades de recreio continuam a liderar, representando cerca de 50% em 2024 e 46% em 2025. Seguem-se o saneamento, com 36% e 38%, respetivamente, e os artigos relacionados com a pesca e a aquacultura, responsáveis por entre 10% e 12% dos resíduos identificados.
A classificação do lixo encontrado nas praias é realizada com base em 10 categorias: plásticos (que incluí o poliestireno), borracha, vestuário e têxteis, papel e cartão, madeira processada, metal, vidro, barro e cerâmica, artigos sanitários e artigos médicos num total de 193 tipos de lixo.
A partir de 2026 o Programa de Monitorização de Lixo Marinho em Praias de Portugal Continental passará a ser coordenado pela Direção Geral dos Recursos, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).
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