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Portugal é o quarto país da UE com mais população a melhorar eficiência energética

Em 2025, 32,8% da população portuguesa vivia numa habitação com eficiência energética melhorada nos cinco anos anteriores. Porém, falta de recursos financeiros continuam como razão para não avançar com obras.

16 Jul 2026 - 12:04

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Foto: Freepik

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Portugal é o quarto país da União Europeia (UE) que tem registado mais melhorias na eficiência energética das habitações. Em 2025, 32,8% da população portuguesa vivia numa habitação com eficiência energética melhorada nos cinco anos anteriores, mostram novos dados da Eurostat, publicados nesta quinta-feira.

A nível da UE, 23,9 % da população da União Europeia  vive numa habitação energeticamente eficiente através de sistemas instalados entre 2020 e 2025. 

As maiores percentagens de pessoas a viver em habitações com melhorias de eficiência energética registaram-se nos Países Baixos (60,5 %), Dinamarca (34,0 %), França e Eslovénia (ambos com 33,3 %). Por outro lado, as menores percentagens verificaram-se em Itália (2,6 %), Malta (7,8 %) e Grécia (9,5 %).

De acordo com dados da Comissão Europeia de junho deste ano, através do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, os países da União Europeia estão a renovar mais de 420 milhões de metros quadrados de área residencial, correspondentes a cerca de 4,7 milhões de habitações, e 76 milhões de metros quadrados de edifícios não residenciais. O financiamento global ascende a 66 mil milhões de euros.  

Os dados do Eurostat de hoje, mostram ainda que as pessoas em risco de pobreza ou exclusão social têm menos probabilidade de viver em habitações cuja eficiência energética tenha sido melhorada do que as pessoas que não se encontravam nessa situação.

Em 2025, 17,4 % das pessoas na UE em risco de pobreza declararam que a eficiência energética da sua habitação tinha sido melhorada recentemente, em comparação com 25,6 % entre as pessoas que não estavam em risco.

Em Portugal a discrepância entre estes dois grupos sociais é de 10p.p, com uma percentagem de 34,7% pessoas que não estão em risco de pobreza ou exclusão social a viverem em habitações cuja eficiência energética foi melhorada nos últimos cinco anos, face a 24,7% das pessoas em risco de pobreza ou exclusão social. 

Os Países Baixos registaram a maior proporção de pessoas que indicaram terem sido efetuadas melhorias de eficiência energética na sua habitação nos últimos cinco anos, tanto entre as pessoas em risco de pobreza ou exclusão social (45,3 %) como entre as que não estavam em risco (63,3 %).

Entre as pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, seguiram-se a Áustria (30,4 %), a Polónia (28,8 %) e a Estónia (28,1 %) com as percentagens mais elevadas, enquanto Itália (1,5 %), Malta (2,9 %) e Grécia (7,9 %) registaram as mais baixas.

Entre as pessoas que não estavam em risco de pobreza ou exclusão social, os Países Baixos voltaram a apresentar a percentagem mais elevada, seguidos da Dinamarca, França e Portugal. As percentagens mais baixas registaram-se em Itália, Malta e Grécia.

Eficiência energética continua fora de alcance dos mais desfavorecidos

No entanto, em Portugal a eficiência energética continua fora do alcance de uma parte significativa da população, em particular dos agregados em risco de pobreza, de acordo com os dados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento de 2025 do Instituto Nacional de Estatística (INE), publicados em maio deste ano. 

Entre as famílias portuguesas em risco de pobreza, 90,1% apontam a falta de recursos financeiros como razão para não avançar com obras. Mesmo acima do limiar de pobreza, a percentagem permanece dominante (77,9%), o que indica que a eficiência energética continua a ser percebida como um “investimento inacessível ou adiável”. 

O Eurostat chegou ainda à conclusão de que há menos melhorias de eficiência energética em casas alugadas e em apartamentos do que em moradias e casas compradas. Em 2025, 16,7 % dos inquilinos na União Europeia declararam que a sua habitação tinha beneficiado de melhorias de eficiência energética nos cinco anos anteriores, em comparação com 26,9 % dos proprietários.

Neste critério Portugal volta a ficar em quarto lugar com 25,2% da população que vive em casas alugadas com condições de eficiência energética. Entre os inquilinos, a maior percentagem foi registada nos Países Baixos (39,9 %), seguidos da Eslovénia (28,5 %), Áustria (27,9 %), Estónia (25,3 %) e, tal como já referido, Portugal. As percentagens mais baixas verificaram-se em Itália (1,7 %), Malta (5,3 %) e Grécia (6,3 %)

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