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Procura global de carvão atinge pico em 2025 e tenderá a cair até 2030

Agência Internacional de Energia aponta crescimento lento em alguns mercados, queda na China e aumento da concorrência de renováveis, gás e nuclear.

17 Dez 2025 - 12:18

4 min leitura

Foto: AIE

Foto: AIE

A procura global de carvão deverá atingir um pico em 2025 e regredir ligeiramente até 2030, devido à concorrência crescente de fontes de energia renovável, gás natural e nuclear, segundo a edição de 2025 do relatório anual da Agência Internacional de Energia (IEA) divulgada nesta quarta-feira.

O relatório ‘Coal 2025’ prevê que a procura global de carvão aumente 0,5% em 2025, atingindo um recorde de 8,85 mil milhões de toneladas, com padrões de consumo divergentes nos principais mercados. Na Índia, as monções precoces reduziram o consumo anual, enquanto nos Estados Unidos preços mais altos do gás natural e medidas políticas aumentaram temporariamente a procura. Na União Europeia, a diminuição do consumo foi modesta, e na China manteve-se estável face a 2024.

O relatório conclui que a procura global de carvão deverá aumentar 0,5% em 2025, atingindo um recorde de 8,85 mil milhões de toneladas. Em vários mercados principais, os padrões de consumo divergiram das tendências recentes. Na Índia, uma época de monção precoce e intensa resultou numa diminuição do uso anual de carvão, apenas pela terceira vez em cinco décadas. Nos Estados Unidos, preços mais elevados do gás natural e medidas políticas que atrasaram o encerramento de centrais de carvão aumentaram o consumo de carvão, que vinha numa trajetória descendente nos últimos 15 anos. Após dois anos de quedas de dois dígitos, a procura de carvão na União Europeia diminuiu “apenas modestamente”, revela a AIE. Ao mesmo tempo, na China, o uso de carvão manteve-se inalterado em relação aos níveis de 2024.

No entanto, até 2030, a AIE prevê que a procura global de carvão diminua ligeiramente, regressando ao mesmo nível de 2023. Isto deve-se principalmente a mudanças no setor elétrico, que representa dois terços do consumo total de carvão atualmente. “Com a capacidade de energias renováveis a disparar, a energia nuclear a expandir-se de forma constante e uma grande onda de gás natural liquefeito a entrar no mercado, prevê-se que a produção de eletricidade a carvão diminua a partir de 2026”, pode ler-se na nota divulgada pela Agência. Já a procura de carvão pela indústria deverá manter-se mais resiliente.

China com mais de metade do consumo de carvão dita tendências

Na China, que atualmente representa mais de metade do consumo global de carvão, a procura deverá cair ligeiramente até ao final da década. O país continua a aumentar a capacidade de energia renovável, com o governo a prever atingir o pico do consumo doméstico de carvão até 2030.

“Apesar das tendências atípicas em vários mercados-chave de carvão em 2025, a nossa previsão para os próximos anos não mudou substancialmente em relação a há um ano: esperamos que a procura global de carvão atinja um pico antes de diminuir ligeiramente até 2030”, afirma Keisuke Sadamori, diretor de Mercados e Segurança Energética da IEA. “Dito isto, existem muitas incertezas que afetam a perspetiva para o carvão, sobretudo na China, onde os desenvolvimentos – desde o crescimento económico e escolhas políticas até à dinâmica do mercado energético e ao clima – continuarão a ter uma influência significativa no panorama global. Mais amplamente, as tendências de crescimento da procura de eletricidade e a integração de renováveis em todo o mundo poderão impactar a trajetória do carvão”, acrescenta.

O maior aumento absoluto do consumo de carvão até 2030 deverá ocorrer na Índia, onde se prevê que a procura cresça, em média, 3% ao ano, resultando num aumento global de mais de 200 milhões de toneladas. Entretanto, prevê-se que o crescimento mais rápido ocorra no Sudeste Asiático, onde a procura deverá aumentar mais de 4% ao ano até 2030.

Caso a China registe um crescimento do consumo de eletricidade mais rápido do que o esperado, uma integração mais lenta de renováveis ou um forte investimento em gaseificação do carvão, isso poderá levar a que a procura global de carvão supere as previsões, segundo o relatório.

 

 

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