3 min leitura
PS propõe alargamento do Conselho para a Ação Climática para 22 membros para acautelar paridade
Projeto de lei apresentado na Assembleia da República altera regras de designação dos representantes para garantir presença mínima de nove membros de cada sexo. Mudanças surgem após impasse na constituição do órgão devido às regras de paridade.
10 Jul 2026 - 12:36
3 min leitura
Foto: Magnific
- Cidade do Porto passa a ter transportes gratuitos para todos os munícipes a partir de hoje
- PS propõe alargamento do Conselho para a Ação Climática para 22 membros para acautelar paridade
- UE vai continuar a enviar resíduos urbanos para valorização na Suíça
- Miranda do Douro aprova moção contra megaprojetos de renováveis no Planalto Mirandês
- ICNF investe 1,5 milhões de euros no reforço da frota contra incêndios
- Bloco de Esquerda propõe criação de Áreas Marinhas Protegidas em Alto Mar
Foto: Magnific
O Partido Socialista (PS) propõe que o Conselho para a Ação Climática (CAC) passe a ser composto por 22 elementos, em vez dos atuais 17 estipulados pela lei de 2023 que define a sua composição e funcionamento.
Num projeto de lei que deu entrada nesta quinta-feira na Assembleia da República, o PS defende que a referida lei “não acautelou suficientemente como harmonizar a indicação de membros por vários órgãos e entidade com a referida prescrição de um número mínimo de oito membros de cada sexo, o que se tornou patente logo no quadro do primeiro processo de designação dos seus titulares”. A proposta do PS introduz agora vários remédios “para realizar este objetivo de forma a assegurar sempre a presença de pelo menos 9 de membros de cada sexo”.
Segundo o projeto, a composição do órgão será alargada, permitindo a apresentação de listas com representantes de ambos os sexos em algumas entidades, nomeadamente, pela Assembleia da República, Governo e Conselho Económico e Social. A proposta prevê também um modelo de alternância na indicação de pessoas de sexo diferente em relação a algumas entidades. E também visa concentrar a designação dos representantes das CCDR, comunicando-a através do Governo, de forma a que possa ser ponderada a composição paritária mínima no conjunto das indicações das cinco entidades.
“Ainda que a cooperação institucional das indicações possa pontualmente contribuir para assegurar a composição paritária do órgão, a única forma de evitar nova situação de paralisia na constituição do CAC é através de uma fórmula legal devidamente detalhada”, justifica o PS no documento.
A iniciativa do PS vem no seguimento da proposta do PSD, apresentada no final de junho, com vista à alteração da composição do CAC, justificando que em três anos não não foi possível operacionalizar o mesmo devido à regra da paridade. A proposta do Grupo Parlamentar do PSD veio sugerir, então, uma cláusula de salvaguarda que permitisse o seu funcionamento sem acautelar a paridade de género de oito elementos.
De salientar que, questionado pelo Jornal PT Green, o GP-PSD referiu nesta quinta-feira que iria manter a proposta, mostrando, no entanto, abertura para algumas alterações.
Recorde-se que a proposta do GP-PSD suscitou críticas na sociedade civil e levou à criação do grupo “Paridade de Género para o CAC“, que já reúne mais de 100 subscritores. Este grupo propõe, no caso de a proposta do PSD avançar, seguir com petições à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu.
- Cidade do Porto passa a ter transportes gratuitos para todos os munícipes a partir de hoje
- PS propõe alargamento do Conselho para a Ação Climática para 22 membros para acautelar paridade
- UE vai continuar a enviar resíduos urbanos para valorização na Suíça
- Miranda do Douro aprova moção contra megaprojetos de renováveis no Planalto Mirandês
- ICNF investe 1,5 milhões de euros no reforço da frota contra incêndios
- Bloco de Esquerda propõe criação de Áreas Marinhas Protegidas em Alto Mar