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Qatar interrompe produção de gás e faz disparar preços na Europa
QatarEnergy suspende atividade após bombardeamentos iranianos às suas infraestruturas. Mercado europeu reage com subida até 25% e receia uma nova crise energética.
02 Mar 2026 - 17:53
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Foto: QatarEnergy
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Foto: QatarEnergy
A empresa estatal de gás do Qatar interrompeu nesta segunda-feira a produção de gás natural liquefeito (GNL), na sequência de ataques iranianos às suas infraestruturas energéticas. Em resultado, o preço do gás na Europa dispara já para 25%, sendo que nesta manhã já se anunciava um salto de 22% no mercado comunitário. O continente teme agora ser afetado por uma nova crise energética.
O ataque de Teerão surge em resposta aos ataques dos EUA e de Israel ao Irão, que tiveram início no sábado, sob o pretexto de acabar com o regime do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, cuja morte já foi confirmada. O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.
A QatarEnergy é responsável por quase 20% do comércio global de GNL e é o quarto maior fornecedor desta matéria da União Europeia (UE), ao representar 6% do consumo total do bloco.
A distribuidora referiu, numa divulgação oficial, que “devido aos ataques militares às instalações operacionais da QatarEnergy na Cidade Industrial de Ras Laffan e na Cidade Industrial de Mesaieed, no Estado do Qatar, a QatarEnergy interrompeu a produção de gás natural liquefeito e produtos associados”. Comprometeu-se ainda a continuar “a comunicar as informações mais recentes disponíveis”.
Pouco depois do anúncio, os preços de referência do gás nos mercados holandês e britânico subiram quase 50%, enquanto os preços de referência do GNL asiático subiram quase 39%.
O Ministério da Defesa do Qatar já tinha divulgado que o país tinha sido atacado por dois drones iranianos. “Um drone teve como alvo um reservatório de água pertencente a uma central elétrica em Mesaieed e o outro teve como alvo uma instalação energética na cidade industrial de Ras Laffan, pertencente à QatarEnergy, sem que fossem registadas vítimas humanas”, afirmou num comunicado.
Os países membros da UE já receavam que instalações energéticas no Estreito de Ormuz fossem afetadas, dado que é um ponto geográfico crucial para o transporte marítimo mundial de petróleo e GNL, incluindo o oriundo do Qatar. Depois da ofensiva norte-americana e israelita, Teerão anunciou o encerramento deste corredor entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico.
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