3 min leitura
Reino Unido estima investimento mundial de 4100 mil ME para adaptação climática na próxima década
O Governo Britânico identifica 648 soluções relacionadas com a adaptação climática já disponibilizadas por empresas. Em junho deste ano o país foi afetado por uma onda de calor, durante a qual atingiu a temperatura recorde para junho, com 37,7º.
09 Jul 2026 - 18:04
3 min leitura
Foto: Magnific
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos
Foto: Magnific
O Reino Unido prevê um investimento mundial de cerca de 4 100 mil milhões de euros (cerca de 3 500 mil milhões de libras esterlinas) para adaptação às alterações climáticas ao longo da próxima década, mostra um relatório publicado nesta quinta-feira pelo Gabinete do Governo para a Ciência.
O relatório identifica ainda 648 soluções relacionadas com a adaptação já disponibilizadas por empresas britânicas em setores como as infraestruturas, a engenharia, os dados e a analítica, as finanças, os seguros e os serviços profissionais.
De acordo com o relatório, o Reino Unido tem estado sujeito aos impactos das alterações climáticas, acentuadas desde 2022. Durante a vaga de calor recorde desse ano, as temperaturas ultrapassaram os 40 °C pela primeira vez, provocando perturbações nas redes de transporte, pressão sobre os serviços de saúde e impactos mais alargados na economia.
Em junho deste ano o Reino Unido voltou a ser afetado por uma onda de calor, durante a qual bateu o recorde histórico de temperatura para o mês de junho no dia 26, ao serem registados 37,7º em Norfolk, de acordo com o Met Office.
Neste sentido, à medida que os riscos climáticos continuam a aumentar, o Governo britânico prevê que “a procura por produtos e serviços que ajudem as comunidades, as infraestruturas e as empresas a adaptarem-se cresça de forma significativa”.
“À medida que os impactos das alterações climáticas se tornam mais frequentes, a adaptação deixa de ser uma opção para passar a ser uma necessidade. Este relatório demonstra que essa adaptação pode também constituir uma oportunidade económica”, afirma Dame Angela McLean, conselheira científica do Governo.
A conselheira afirma ainda que “o Reino Unido já dispõe de competências de referência mundial em áreas como a análise de risco climático, os seguros, a engenharia e os serviços de consultoria”.
O relatório destaca também os principais desafios que o Reino Unido terá de superar para concretizar o limite superior das previsões de dimensão do mercado. Entre estes estão, a definição de normas claras, a mobilização de capital e o reforço das vias de acesso aos mercados de exportação para os produtos e serviços do Reino Unido.
“Com a ambição e o investimento adequados, podemos reforçar a resiliência no nosso país e, ao mesmo tempo, ajudar as empresas britânicas a conquistar uma quota de um mercado global em rápida expansão”, acrescenta Dame Angela McLean.
- Marrocos aposta na valorização energética de resíduos com megaprojeto de 1,3 mil ME
- Europa tem os edifícios mais antigos do mundo e precisa de acelerar a sua reabilitação
- França prevê pior colheita de milho em mais de 40 anos devido à seca e ao calor
- FAO alerta que calor e energia elevaram preços mundiais dos alimentos em julho
- Exposição da banca a setores que contribuem para as alterações climáticas mantém-se nos 62%
- Setúbal investe 490 mil euros em viaturas elétricas para recolha de biorresíduos