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Renováveis garantiram 75,6% da eletricidade produzida no primeiro semestre do ano em Portugal

Segundo a APREN, foram registadas 692 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade, equivalente a cerca de 29 dias completos.

09 Jul 2026 - 17:02

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Foto: Magnific

Foto: Magnific

As fontes renováveis garantiram 75,6% da eletricidade produzida em Portugal Continental no primeiro semestre de 2026, mostra o Boletim Eletricidade Renovável de junho, elaborado pela APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis. No total de 25 806 GWh de geração acumulada, as tecnologias limpas geraram cerca de 19 509 GWh.

Durante este período, foram registadas 692 horas não consecutivas em que a produção renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade, equivalente a cerca de 29 dias completos.

No mercado elétrico, o preço médio do Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL) em Portugal fixou-se nos 48,8 €/MWh no acumulado do semestre. Segundo a APREN, estes valores posicionam o país entre “os mercados com eletricidade mais competitiva na Europa”, num contexto que regista uma descida média de 22,9% face ao preço homólogo de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, as energias renováveis permitiram evitar cerca de 544 M€ em importações de gás natural, 357 M€ de eletricidade importada e ainda 356 M€ em licenças de emissão de CO. Além disso, a Produção em Regime Especial (PRE) renovável gerou uma poupança acumulada de 3 930 M€.

A nível europeu, Portugal volta a destacar-se ao ocupar o quarto lugar entre os países com maior incorporação renovável na geração de eletricidade, ficando apenas atrás da Noruega (97,2%), da Dinamarca (94,8%) e da Áustria (77,2%).

“Os dados de fecho do primeiro semestre demonstram a robustez estrutural das energias renováveis em Portugal, que continuam a assegurar mais de três quartos da nossa eletricidade. Porém, para acompanhar o ritmo de crescimento, é prioritário acelerar os investimentos na modernização das redes de transporte de eletricidade, na introdução de novas soluções de armazenamento de larga escala e na flexibilização das regras de mercado”, afirma Susana Serôdio, coordenadora de Políticas e Inteligência de Mercado da APREN,

“Só através destas infraestruturas conseguiremos assegurar que toda a energia limpa produzida é plenamente integrada e valorizada, garantindo a sustentabilidade, resiliência e competitividade económica de Portugal”, acrescenta. 

Em junho deste ano, 71,0% da eletricidade produzida em Portugal Continental teve origem em fontes renováveis, correspondendo a 2 380 GWh de um total de 3 351 GWh produzidos.

A eólica destaca-se como principal fonte de produção de eletricidade, ao representar 25,9% do total, seguida de muito perto pela energia solar fotovoltaica com 24,6%, num mês caracterizado por condições típicas de verão e elevada radiação. O consumo nacional fixou-se em 4 234 GWh, resultando num saldo importador mensal de 1 447 GWh.

Durante o mês passado, o sistema elétrico nacional registou ainda 14 horas não consecutivas em que a geração renovável foi suficiente para assegurar a totalidade do consumo de eletricidade em Portugal Continental.

Apenas em junho, foram evitados 102 M€ em importações de gás natural, 6 M€ em eletricidade importada e 65 M€ em licenças de emissão de CO.

O relatório refere ainda que entre 2016 e maio de 2026, a capacidade renovável instalada em Portugal Continental aumentou em 9 115 MW, com um crescimento expressivo de 68,0%. No final de abril de 2026, o parque de geração renovável representava 79,4% da potência total instalada do país. 

Só entre dezembro de 2025 e maio de 2026, a potência renovável expandiu-se em 578 MW, com forte destaque para a energia solar fotovoltaica, que registou um crescimento de 372 MW no total (sendo 201 MW na componente descentralizada e 171 MW na componente centralizada).

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