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Secretário de Estado defende aposta nas renováveis e biometano para maior resiliência energética
Na Comissão de Ambiente e Energia, Jean Barroca afirmou que estratégia do Estado para lidar com crise energética causada pela Guerra do Médio Oriente consiste no acompanhamento e na avaliação continua da situação internacional.
28 Mai 2026 - 17:00
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Jean Barroca, secretário de Estado Adjunto e da Energia
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Jean Barroca, secretário de Estado Adjunto e da Energia
O secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, esclareceu nesta quinta-feira que a estratégia do Estado para lidar com a crise energética internacional causada pela guerra do Médio Oriente passa pelo reforço das energias renováveis, com grande foco na produção de biometano. “Temos de aproveitar cada vez mais os recursos que são nossos para produzir energia que seja nossa”, afirma.
Na audição requisitada pelo partido Chega, o secretário de Estado afirmou que embora Portugal tenha uma posição mais resiliente em termos energéticos do que a maioria dos países, não está imune às consequências da crise energética.
“Estamos numa situação mais robusta, o nosso país não depende diretamente de petróleo proveniente do Golfo Pérsico nem de gás natural transportado através do estreito de Ormuz”, explicou Jean Barroca à Comissão de Ambiente e Energia. “Temos um sistema de reservas estratégicas plenamente operacional, com um sistema elétrico assente em produção renovável”, acrescenta.
Ainda assim, Portugal também sente as consequências económicas da crise energética, uma vez que os mercados energéticos são globais, significando uma subida geral dos preços do petróleo e do gás natural.
Perante uma das “maiores disrupções energéticas de sempre”, o Estado aposta numa reação imediata para a mitigação da crise. Segundo o secretário de Estado, a estratégia a curto prazo do Governo consiste no acompanhamento e na avaliação continua da situação internacional e do diálogo com as entidades internacionais responsáveis, como a União Europeia e a Agência Internacional de Energia.
O principal objetivo desta resposta do Estado é controlar os impactos da crise energética na vida das famílias, das indústrias e dos setores mais vulneráveis, como as pescas e a pecuária. Até agora foram implementadas medidas como a Botija de Gás Solidária, um apoio financeiro do Estado para a compra de gás de garrafa, a libertação de 10% das reservas estratégicas nacionais de petróleo e o aumento da fiscalização do mercado
O incremento destas medidas está dependente dos desenvolvimentos da crise, de quanto tempo esta durará e a sua intensidade.
O secretário de Estado aproveitou também a oportunidade para reforçar a importância do investimento continuo nas energias renováveis a longo prazo, já que estas possibilitam a autonomia energética do país: “Não controlamos a instabilidade internacional, mas conseguimos reduzir a vulnerabilidade, para sermos mais dependentes, mais resilientes e mais livres”, afirma.
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