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T&E compara atuais práticas poluentes da indústria de PHEV ao caso Dieselgate

Associação declara que fabricantes estão a caminhar para outro “grande escândalo” de emissões por tentarem impedir, desta vez legalmente, uma revisão da UE.

17 Set 2025 - 11:49

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Foto: Unsplash

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A Transport & Environment (T&E) alerta que a indústria automóvel está a tentar impedir a União Europeia (UE) de rever os níveis de poluição provenientes dos veículos híbridos plug-in (PHEV), afirmando que os fabricantes estão a caminhar para outro “grande escândalo” de emissões, semelhante ao caso Dieselgate.

“Os construtores tentam novamente passar os seus veículos como mais limpos do que realmente são – mas desta vez querem que os legisladores tornem essa prática legal”, acusa a T&E. A conclusão baseia-se nos últimos dados da UE, que mostram que os PHEV emitem quase cinco vezes mais carbono do que os testes oficiais apresentam.

Os grupos de lobby da indústria automóvel têm pressionado Bruxelas a eliminar os “fatores de utilização” aplicados aos híbridos plug-in em 2025 e 2027, o que lhes permitiria apresentar emissões mais baixas do que as reais, diz a T&E. A associação avisa que essa manobra pode colocar “centenas de milhares de carros poluentes adicionais nas estradas europeias até 2035”, contrariando a meta de transição para veículos de zero emissões.

“O Dieselgate é o exemplo do que corre mal na indústria automóvel. Mostra a atração pelos lucros imediatos em detrimento de planos a longo prazo, mas também como os fabricantes não foram responsabilizados pelas suas ações. Agora, 10 anos depois, a indústria não aprendeu e continua a tentar esconder as suas emissões reais. O pacote de inspeção técnica tem de garantir responsabilidade, e a Europa deve traçar uma linha vermelha contra mais concessões aos PHEV”, declara Lucien Mathieu, diretor da área automóvel da T&E.

O caso Dieselgate revelou, em 2015, que os fabricantes de automóveis utilizavam dispositivos ilegais para manipular os testes regulamentares, enquanto os seus produtos a diesel emitiam até 10 vezes mais poluentes. Na Europa, segundo a T&E, continuam a circular cerca de 19,1 milhões de automóveis com emissões não controladas e prevê-se que provoquem 81 mil mortes prematuras até 2040.

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