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Turquia na linha da frente do armazenamento de energia já ultrapassa UE
Relatório da Ember revela 33 GW já aprovados em baterias e coloca Ancara na linha da frente da transição energética, apesar do peso persistente do carvão. País vai acolher a COP31, em novembro de 2026.
19 Abr 2026 - 10:42
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A Turquia está a emergir como um dos principais protagonistas europeus no armazenamento de energia em baterias, ultrapassando já qualquer país da União Europeia nesta área, segundo um relatório da ‘think tank’ Ember. O documento reflete o estado da energia no país em 2025 e mostra uma mudança de trajetória no setor elétrico turco, com sinais de recuperação no caminho para a transição energética.
A evolução do setor energético turco ganha particular relevância porque o país está a preparar-se para acolher a COP31. De acordo com o estudo, Ancara aprovou já 33 gigawatts (GW) de projetos de armazenamento em baterias, no âmbito de uma política introduzida em 2022 que obriga novos projetos solares e eólicos a integrarem capacidade equivalente de armazenamento. A medida desencadeou um volume recorde de candidaturas – 221 GW em poucos meses- colocando a Turquia na linha da frente de uma tecnologia considerada essencial para a estabilidade dos sistemas elétricos com alta inserção de renováveis.
A escala do ‘pipeline’ turco contrasta com os principais mercados europeus. Países como a Alemanha e a Itália possuem entre 12 e 13 GW de armazenamento, ainda distante do volume já aprovado pela Turquia. No total, a carteira de armazenamento equivale a cerca de 83% da atual capacidade instalada de energia solar e eólica no país.
O relatório adianta também que a Turquia se destaca como líder regional na produção de energia limpa. Em 2025, a combinação de energia eólica e solar atingiu 22% da geração elétrica, ao posicionar o país no topo de 16 economias do Médio Oriente, Cáucaso e Ásia Central. Trata-se da única nação desta região onde estas fontes ultrapassam os 20% do total da geração elétrica.
Apesar destes avanços, o desempenho turco permanece abaixo de muitos parceiros europeus. O país ocupa apenas o 15.º lugar na Europa no que toca à produção eólica e o 16.º no conjunto das energias renováveis. Para cumprir a meta de 120 GW de capacidade solar e eólica até 2035, será necessário triplicar a capacidade atual.
Na realidade, o carvão continua a ser a principal fonte de eletricidade do país, representando 34% do total. E ainda, cerca de dois terços desta produção dependem de importações. A Ember prevê que, embora o crescimento do carvão tenha começado a abrandar e não tenham sido inauguradas novas centrais nos últimos três anos, uma garantia de compra introduzida para o carvão doméstico em 2025 poderá incentivar um aumento da produção já em 2026.
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